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segunda-feira, 15 de novembro de 2010
A GLÂNDULA PINEAL
Foi descoberto que a Glândula Pineal integra o relógio cerebral e é responsável por todos os ritmos no organismo, por exemplo: os ritmos da reprodução hormonal, do funcionamento do sistema nervoso autônomo, dos ciclos da vida até o envelhecimento, do sono e os ritmos reprodutivos, os da fome e ainda do estado de humor.
Foi descoberto também que a Glândula Pineal é um sensor magnético convertendo ondas do espectro eletromagnético em estímulo neuroquímico.
Ainda assim, o que se pensava ser uma calcificação por perda de função é, na verdade, um interessante e complexo processo de biomineralização em que são formados cristais de apatia possivelmente implicados na regulação da captação magnética.
Também, a Glândula Pineal é importante estoque de serotonina no cérebro, substância amplamente implicada nos comportamentos psíquicos. Não bastasse as importantes funções citadas, há uma regra conhecida em neuroanatomia, indicando que quanto mais irrigada por circulação sanguínea uma área do cérebro maior é sua importância e funcionamento: a Glândula Pineal é a estrutura mais irrigada do cérebro.
A Glândula Pineal deve ser o melhor laboratório de estudos da física da relação espírito-matéria, e suas propriedades de captação de ondas do espectro eletromagnético devem estar implicadas nas funções de sensopercepção mediúnica e telepática".
Dr. Sérgio Felipe de Oliveira é médico, formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, mestre em Ciências pela Universidade de São Paulo- USP, presidente da AME de São Paulo - AMESP, diretor clínico do Pineal Mind Instituto de Saúde de SP e ministra curso de pós graduação lato-sensu Neuroanatomia Funcional e Transpessoal, no Pineal Mind Instituto de Saúde.
18 comentário(s)
Muito interessante este video, mas pesquisando achei igualmente interessante a abordagem do Dr Iso Jorge Teixeira da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Ele contesta as afirmações do Dr Felipe de Oliveira. o artigo está em www.espirito.org.br. afinal, onde está a verdade sobre a pineal?
Um assunto tão interessante e nenhuma publicação em revistas especializadas? Intrigante! E continuo cético.
Muito bom. Finalmente encontrei informações importantíssimas e esclarecedoras sobre nosso funcionamento como ser humano. Busco evolução neste campo, para primeiro me autoconhecer e então poder entender melhor a mim mesmo e aos demais. Parabéns Dr. Sergio por suas pesquisas e também por disponibilizá-las ao publico. Espero que continue com esse magnífico trabalho e gostaria sinceramente de um dia poder conversar pessoalmente consigo, a fim de continuar meu processo evolutivo.
O DR. SERGIO FELIPE É O PROFETA DA PINEAL. REALIZA UM TRABALHO IMPORTANTÍSSIMO NO ÂMBITO CIENTÍFICO ESPIRITUAL QUE PREPARA A HUMANIDADE PARA NOVOS RUMOS NO CONHECIMENTO DA ALMA.
Simplesmente FANTÁSTICO! Ao assistir a palestra do Dr. Sérgio Felipe Oliveira, sobre a Glândula Pineal, pude entender, finalmente, o que está acontecendo comigo. Porque estou tomando tantos remédios controlados, engordando muito, procurando ajuda psicológica e espiritual, mas, até agora nada adiantou. Graças às explicações desse Dr. Sérgio é que passei a ficar mais calma e irei procurar ajuda mais específica, para, finalmente, melhorar. Obrigada por você existir Dr. Sérgio. Abraço da sua nova fã.
Vivemos uma vida inteira (ou seja uma encarnação inteira) e chega um dia em que um Dr. fala de uma glândula pineal e nos dá um conforto maior!!! Esclarece sobremaneira.... algumas sensações extrafísicas que nos atormentam são explicadas nesse documentário..... Muito bom e esclarecedor..... Agradeço demais ter às mãos esse maravilhoso documento.... Que Deus na sua infinita bondade nos traga informações desse quilate a cada segundo de nossa existência por aqui... Abraços fraternos a todos.....
Fonte: Blogspot Somos todos um só, do site IG
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Interessante, vale a pena ler.
PROFUNDO, SÉRIO E PREOCUPANTE
Um professor de economia disse na universidade que ele nunca havia reprovado um só aluno antes, mas tinha, uma vez, reprovado uma classe inteira.
Esta classe em particular tinha insistido que o Socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e “justo” .
O professor então disse: "Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe... Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas."
Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam “justas”. Isso quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém seria reprovado. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia um "A"...
Depois que a média das primeiras provas foram tiradas, todos receberam "B". Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.
Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Portanto, agindo contra suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos...
Como um resultado, a segunda média das provas foi "D". Ninguém gostou.
Depois da terceira prova, a média geral foi um "F".
As notas não voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe.
A busca por “justiça” dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos foram reprovados... Para sua total surpresa !
O professor explicou que o experimento socialista tinha falhado porque ele foi baseado no menor esforço possível da parte de seus participantes. Preguiça e mágoas foi seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual o experimento tinha começado.
"Quando a recompensa é grande", ele disse, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós.
Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem seu consentimento para dar a outros que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável."
Esta “estória” torna claras as verdades abaixo...!
1. “É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade.
2. Para cada pessoa que receba sem trabalhar, é preciso que haja outra pessoa que trabalhe sem receber, pois o governo não pode dar para alguém aquilo que não tira de outro alguém.
3. Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.
4. É impossível multiplicar riqueza dividindo-a."
Lembrem-se disso na hora votar !
Um professor de economia disse na universidade que ele nunca havia reprovado um só aluno antes, mas tinha, uma vez, reprovado uma classe inteira.
Esta classe em particular tinha insistido que o Socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e “justo” .
O professor então disse: "Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe... Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas."
Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam “justas”. Isso quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém seria reprovado. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia um "A"...
Depois que a média das primeiras provas foram tiradas, todos receberam "B". Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.
Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Portanto, agindo contra suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos...
Como um resultado, a segunda média das provas foi "D". Ninguém gostou.
Depois da terceira prova, a média geral foi um "F".
As notas não voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe.
A busca por “justiça” dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos foram reprovados... Para sua total surpresa !
O professor explicou que o experimento socialista tinha falhado porque ele foi baseado no menor esforço possível da parte de seus participantes. Preguiça e mágoas foi seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual o experimento tinha começado.
"Quando a recompensa é grande", ele disse, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós.
Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem seu consentimento para dar a outros que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável."
Esta “estória” torna claras as verdades abaixo...!
1. “É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade.
2. Para cada pessoa que receba sem trabalhar, é preciso que haja outra pessoa que trabalhe sem receber, pois o governo não pode dar para alguém aquilo que não tira de outro alguém.
3. Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.
4. É impossível multiplicar riqueza dividindo-a."
Lembrem-se disso na hora votar !
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Esse é o cara!!!!!!!
Esse é o cara!!!!!!!
Qual escola ensina a ler de cabeça pra baixo????
Sensacional, vou me matricular nessa!
Qual escola ensina a ler de cabeça pra baixo????
Sensacional, vou me matricular nessa!
-----------------------------------
Ponderação!
Na Rússia tudo é proibido, inclusive aquilo que é permitido.
Na Alemanha tudo é proibido, exceto aquilo que é permitido.
Na França: tudo é permitido, exceto aquilo que é proibido.
Em Cuba: tudo é proibido, inclusive aquilo que é permitido.
No Brasil tudo é permitido, inclusive aquilo que é proibido."
Na Alemanha tudo é proibido, exceto aquilo que é permitido.
Na França: tudo é permitido, exceto aquilo que é proibido.
Em Cuba: tudo é proibido, inclusive aquilo que é permitido.
No Brasil tudo é permitido, inclusive aquilo que é proibido."
domingo, 17 de outubro de 2010
No PDT, Dilma participou de uma das últimas brigas de Leonel Brizola
No evento em apoio à candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência, há três semanas, o PDT gaúcho se esforçou para mostrar que as rusgas da traumática saída dela da legenda, em 2000, eram página virada. Em um auditório repleto de fotos de Leonel Brizola, algumas com Dilma, lideranças do partido discursaram sobre as origens trabalhistas da candidata.
Quando um deles afirmou que Brizola, se vivo, estaria naquele palco apoiando Dilma, uma voz da plateia gritou: "Se estivesse vivo, Brizola morria de novo".
Vinda de um pedetista inconformado ou de um agitador, a frase relembrou um dos últimos embates de Brizola, morto em 2004.
Acompanhe a Folha Poder no Twitter
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Há dez anos, Dilma e outros três ocupantes do primeiro escalão do governo Olívio Dutra (PT) decidiram deixar o PDT, que, ao romper com o PT, entregou os cargos. Brizola foi virulento. Chamou os dissidentes de "traidores". Disse que Dilma era "uma grande oportunista" em busca de cargos.
FUNDADORA
Dilma e Brizola se conheceram no final dos anos 70. A opção pelo PDT resultou do interesse do então marido de Dilma, Carlos Franklin Paixão Araújo, pelo trabalhismo. Durante sua prisão pela ditadura militar, Araújo se dedicou a estudar políticos bons oradores e passou a admirar Brizola. Depois de flertar com o PT e com Lula, Araújo e outras lideranças no Estado optaram pelo PDT.
O casal chegou a ir a Lisboa para se encontrar com Brizola, antes de ele voltar ao Brasil, com a anistia.
Enquanto o ex-marido, advogado trabalhista, seguiu o caminho das urnas, concorrendo a cargos públicos --foi quatro vezes deputado estadual--, Dilma ocupou cargos técnicos, de indicação política. "Ela parecia ter atuação coadjuvante de Araújo, mas era um dos melhores quadros técnicos e intelectuais", afirma o presidente nacional do PDT, Vieira da Cunha.
Nas discussões internas do partido, tinha voz forte. Em um debate sobre a suspensão ou não de Pedro Ruas (hoje no PSOL) por críticas públicas à gestão Collares, Dilma bateu de frente com a primeira-dama, Neuza Canabarro.
Segundo Araújo, os debates na residência do casal, que atraíam políticos de diversas matizes, tinham participação ativa de Dilma.
Ela atuou na coordenação de campanhas, em especial as de Araújo a deputado e à prefeitura. Foi também responsável pela montagem dos planos de governo de Alceu Collares e Emilia Fernandes.
Em 1998, na campanha em que Brizola foi candidato a vice de Lula à Presidência, Dilma defendeu uma aliança com o PT no Estado. O PDT gaúcho, que vivia às turras com os petistas locais, preferiu a candidatura própria.
Emilia não foi para o segundo turno, e Dilma ajudou a construir o apoio do partido a Olívio Dutra, decisivo para a vitória do petista ao governo. Acabou sendo indicada para a Secretaria de Minas e Energia, na cota do PDT.
Os dois partidos se desentenderam em 2000, por causa da disputa pela prefeitura. Collares, candidato pedetista, foi um dos que mais criticaram os dissidentes. Hoje chega a dizer que Dilma "fez a coisa certa" ao permanecer no governo petista: "Conosco [PDT] ela fez um curso de alfabetização política".
http://noticias.bol.uol.com.br/brasil/2010/09/07/no-pdt-dilma-participou-de-uma-das-ultimas-brigas-de-leonel-brizola.jhtm
Fonte:
Quando um deles afirmou que Brizola, se vivo, estaria naquele palco apoiando Dilma, uma voz da plateia gritou: "Se estivesse vivo, Brizola morria de novo".
Vinda de um pedetista inconformado ou de um agitador, a frase relembrou um dos últimos embates de Brizola, morto em 2004.
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Há dez anos, Dilma e outros três ocupantes do primeiro escalão do governo Olívio Dutra (PT) decidiram deixar o PDT, que, ao romper com o PT, entregou os cargos. Brizola foi virulento. Chamou os dissidentes de "traidores". Disse que Dilma era "uma grande oportunista" em busca de cargos.
FUNDADORA
Dilma e Brizola se conheceram no final dos anos 70. A opção pelo PDT resultou do interesse do então marido de Dilma, Carlos Franklin Paixão Araújo, pelo trabalhismo. Durante sua prisão pela ditadura militar, Araújo se dedicou a estudar políticos bons oradores e passou a admirar Brizola. Depois de flertar com o PT e com Lula, Araújo e outras lideranças no Estado optaram pelo PDT.
O casal chegou a ir a Lisboa para se encontrar com Brizola, antes de ele voltar ao Brasil, com a anistia.
Enquanto o ex-marido, advogado trabalhista, seguiu o caminho das urnas, concorrendo a cargos públicos --foi quatro vezes deputado estadual--, Dilma ocupou cargos técnicos, de indicação política. "Ela parecia ter atuação coadjuvante de Araújo, mas era um dos melhores quadros técnicos e intelectuais", afirma o presidente nacional do PDT, Vieira da Cunha.
Nas discussões internas do partido, tinha voz forte. Em um debate sobre a suspensão ou não de Pedro Ruas (hoje no PSOL) por críticas públicas à gestão Collares, Dilma bateu de frente com a primeira-dama, Neuza Canabarro.
Segundo Araújo, os debates na residência do casal, que atraíam políticos de diversas matizes, tinham participação ativa de Dilma.
Ela atuou na coordenação de campanhas, em especial as de Araújo a deputado e à prefeitura. Foi também responsável pela montagem dos planos de governo de Alceu Collares e Emilia Fernandes.
Em 1998, na campanha em que Brizola foi candidato a vice de Lula à Presidência, Dilma defendeu uma aliança com o PT no Estado. O PDT gaúcho, que vivia às turras com os petistas locais, preferiu a candidatura própria.
Emilia não foi para o segundo turno, e Dilma ajudou a construir o apoio do partido a Olívio Dutra, decisivo para a vitória do petista ao governo. Acabou sendo indicada para a Secretaria de Minas e Energia, na cota do PDT.
Os dois partidos se desentenderam em 2000, por causa da disputa pela prefeitura. Collares, candidato pedetista, foi um dos que mais criticaram os dissidentes. Hoje chega a dizer que Dilma "fez a coisa certa" ao permanecer no governo petista: "Conosco [PDT] ela fez um curso de alfabetização política".
http://noticias.bol.uol.com.br/brasil/2010/09/07/no-pdt-dilma-participou-de-uma-das-ultimas-brigas-de-leonel-brizola.jhtm
Fonte:
sábado, 16 de outubro de 2010
Análise comparativa do governo Lula: Perspectiva histórica
Peço desculpas aos amigos pela irregularidade da disposição do texto, mas, não sei onde e como fazer margem por aqui! Anafalbeta confessa das ferramentas da internet. :D
Por Reinaldo Gonçalves1
07/06/2010
O objetivo geral deste artigo é examinar do desempenho da economia brasileira
em 120 anos de história da República. Como objetivo específico, o estudo foca na
análise do desempenho comparativo do governo Lula. A partir da perspectiva histórica
avaliam-se o desempenho da economia brasileira em geral, e o desempenho econômico
do país no governo Lula, em particular.2 Mais especificamente, neste artigo discutemse
as seguintes hipóteses: (1) o desempenho econômico do Brasil durante o governo
Lula é superior ao desempenho observado durante o governo FHC; (2) em ambos os
governos a economia brasileira apresenta fraco desempenho; (3) a “herança negativa”
do governo FHC prejudicou o desempenho do governo Lula; e, (4) a conjuntura
internacional favoreceu este último.
A análise do desempenho de longo prazo baseia-se em conjunto de seis
indicadores macroeconômicos para todos os anos do período 1889-2009. Estes
indicadores são: variação da renda real (variação real anual do Produto Interno Bruto –
PIB); hiato de crescimento (diferença relativa entre a variação real anual do PIB
brasileiro e a variação real anual do PIB mundial); investimento (variação real anual da
formação bruta de capital fixo – FBKF); inflação (deflator implícito do PIB);
fragilidade financeira (relação percentual entre a dívida pública interna federal e o PIB)
e vulnerabilidade externa (relação percentual entre a dívida externa e as exportações de
bens).
Os dados são anuais e a análise tem como referencial os períodos de governo
republicano. No Brasil há enorme concentração de poder e de recursos orçamentários no
Executivo federal desde a proclamação da República. Portanto, a periodização segundo
os governos é enfoque complementar a estudos de história comparativa com outras
perspectivas (contexto internacional, regime político, etc).
1 Professor titular de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Reinaldogoncalves1@gmail.com. Portal: http://www.ie.ufrj.br/hpp/mostra.php?idprof=77. Este artigo
será publicado no livro Governo Lula: 2003-10. Aparência e Essência, organizado por Paulo Passarinho.
2 Quanto ao escopo e método, este artigo é, na realidade, a atualização de dois trabalhos publicados
anteriormente (GONÇALVES, 2003; FILGUEIRAS e GONÇALVES, 2007). O primeiro tem como foco
o governo FHC (1995-2002) e o segundo abrange o primeiro período do governo Lula (2003-06). Ver,
também, Gonçalves (2010).
2
Além de apresentar a análise das variáveis macroeconômicas, o estudo utiliza-se
do Índice de Desempenho Presidencial – IDP. O IDP é uma variável reduzida na forma
de um índice que varia de 0 (pior desempenho) a 100 (melhor desempenho).3
1. Desempenho econômico de longo prazo
No período 1890-2009, a taxa média de crescimento real do PIB brasileiro é de
4,5% como mostra a Tabela 1. No conjunto de 29 períodos, o governo Lula (2003-09)
tem a 9ª taxa mais baixa de crescimento econômico. E, na ordem decrescente, constatase
que a taxa de crescimento no governo Lula (3,5%) ocupa a 21ª posição.4 Neste
governo o crescimento médio real anual do PIB é significativamente menor do que a
taxa secular de crescimento econômico do país em toda a sua história republicana
(4,5%) e à mediana das taxas anuais (4,6%).5 No que se refere ao IDP relativo ao
crescimento do PIB, o governo Lula ocupa a 22ª posição.6 O IDP do governo Lula
(44,6) é inferior ao IDP médio (54,1) e à mediana dos IDPs de todos os governos
(50,1).7
O fraco desempenho do governo Lula implica que o país precisaria de 20 para
duplicar o seu PIB, como mostra o Gráfico 1. A taxa secular duplica o PIB em 16 anos.
3 As principais questões metodológicas e as fontes de dados são analisados em detalhes em Gonçalves
(2010).
4 A diferença entre as taxas médias de crescimento nos mandatos de Lula (3,548%) e de Hermes da
Fonseca (3,547%) só aparece no terceiro dígito.
5 Para os indicadores a média (geométrica) e a mediana referem-se aos dados anuais (120 anos).
6 De modo geral, a posição de cada mandato no IDP é idêntica à posição na variável de referência.
Entretanto, há alguns poucos casos em que ocorrem diferenças de posição no rank. Isto acontece porque
as médias das variáveis são geométricas enquanto as médias do IDP são aritméticas. No caso das
variáveis que entram com “sinal negativo” (inflação, fragilidade financeira e vulnerabilidade externa) o
IDP é inversamente proporcional ao indicador macroeconômico.
7 Para o IDP a média e a mediana referem-se aos 29 governos.
3
Gráfico 1
Número de anos necessários para duplicar a renda segundo o
mandato presidencial: 1890-2009
7
15
23
15
28
11
20
34
9
19
14
16
9
11
8 9 8
20
17
9
6
10
29
16
13
31
20
16
0
5
10
15
20
25
30
35
40
Deodoro da Fonseca
Floriano Peixoto
Prudente de Morais
Campos Sales
Rodrigues Alves
Afonso Pena
Nilo Peçanha
Hermes da Fonseca
Venceslau Brás
Epitácio Pessoa
Artur Bernardes
Washington Luís
Getúlio Vargas I
Eurico Dutra
Getúlio Vargas II
Café Filho
Juscelino Kubitschek
Jânio Quadros
João Goulart
Castello Branco
Costa e Silva
Garrastazu Médici
Ernesto Geisel
João Figueiredo
José Sarney
Fernando Collor
Itamar Franco
Fernando Henrique
Lula (2003-09)
Média
Fonte: Elaboração do autor.
O hiato de crescimento econômico médio é de 1,3% no período 1890-2009,
como mostra a Tabela 2. Este hiato significa que neste período a taxa média de
crescimento real da economia brasileira é de 4,5% enquanto a taxa média da economia
mundial é de 3,1%.8 Da mesma forma que no caso da taxa de crescimento, o governo
Lula tem o 9º mais baixo hiato de crescimento no conjunto de 29 governos. Na ordem
decrescente, constata-se que o hiato de crescimento no governo Lula está na 21ª
posição. Neste governo o hiato médio (real anual) do PIB é de -0,1%. Ele é
significativamente menor do que o hiato médio do país em toda a sua história
republicana (1,3%). No que se refere ao IDP relativo ao hiato de crescimento o governo
Lula também ocupa a 21ª posição. O IDP do governo Lula é de 37,5. Este IDP é inferior
ao IDP médio (46,0) e à mediana dos IDPs de todos os governos (45,5).
Hiato negativo implica que o país tem queda de sua participação no PIB
mundial. Isto ocorre durante o governo Lula. Vale notar que o “salto” de
desenvolvimento é dado por Vargas no seu primeiro governo (1930-45), como mostra o
Gráfico 2. No período de praticamente meio século, que vai de 1932 até 1980, a
economia brasileira apresenta taxas de crescimento econômico de longo prazo
significativamente elevadas (média de 6,8%). O resultado é que a participação do país
8 O diferencial é relativo, ou seja, hiato = [(1 + taxa Brasil) / (1 + taxa mundo) -1]*100.
4 no PIB mundial aumenta de menos de 1% no final dos anos 1920s para 3,6% em 1980.
A partir de 1980 observa-se tendência de queda da participação relativa do Brasil na
economia mundial. A participação média do Brasil na economia mundial segundo os
governos é apresentada na Tabela 3. No governo Lula a participação média é de 2,74%.
Esta participação está próxima daquela observada quase quarenta anos antes (início dos
anos 1970s).
9
Gráfico 2
Participação % do Brasil no PIB mundial segundo o mandato presidencial
0,00
0,50
1,00
1,50
2,00
2,50
3,00
3,50
Deodoro da Fonseca
Floriano Peixoto
Prudente de Morais
Campos Sales
Rodrigues Alves
Afonso Pena
Nilo Peçanha
Hermes da Fonseca
Venceslau Brás
Epitácio Pessoa
Artur Bernardes
Washington Luís
Getúlio Vargas I
Eurico Dutra
Getúlio Vargas II
Café Filho
Juscelino Kubitschek
Jânio Quadros
João Goulart
Castello Branco
Costa e Silva
Garrastazu Médici
Ernesto Geisel
João Figueiredo
José Sarney
Fernando Collor
Itamar Franco
Fernando Henrique
Lula
Fonte: Elaboração do autor. PIB em termos reais (ano de referência = 1980).
A taxa média de crescimento real do investimento (FBKF) brasileiro é de 4,3%
no período 1890-2009, como mostra a Tabela 4. No conjunto de 29 governos, o governo
Lula tem a 17ª taxa mais elevada de crescimento da FBKF. Neste governo o
crescimento médio real anual da FBKF é de 4,7%, que é maior do que a taxa média,
porém inferior à mediana (8,3%). No que se refere ao IDP relativo ao crescimento da
FBKF, o governo Lula ocupa a 19ª posição. O IDP do governo Lula é de 55,9. Este IDP
é inferior ao IDP médio (56,5) e à mediana dos IDPs de todos os governos (58,5).
A taxa média de inflação no Brasil é de 37,4% no período 1890-2009, como
mostra a Tabela 5. A mediana é de 11,9%. No conjunto de 29 períodos presidenciais, o
9 A participação do Brasil na economia mundial (PIB) era de 2,81% em 2002 e 2,79% em 2009. No
governo FHC (1995-2002) a participação média é de 2,93% e no governo Lula (2003-09) é de 2,74%.
5
governo Lula tem a 21ª taxa mais elevada de inflação, ou seja, a 9ª mais baixa taxa de
inflação. Neste governo a inflação média é de 7,6%, que é menor do que a taxa média e
a mediana. No que se refere ao IDP, o governo Lula ocupa a 10ª posição. O IDP do
governo Lula é de 69,3. Este IDP é superior ao IDP médio e à mediana dos IDPs de
todos os governos.
A média do indicador de fragilidade financeira (relação entre a dívida interna
pública federal e o PIB) no Brasil é de 11,6% no período 1890-2009, como mostra a
Tabela 6. A mediana é de 10,1%. No conjunto de 29 governos, o governo Lula tem a
taxa mais elevada. Neste governo a relação média entre a dívida interna pública federal
e o PIB é de 42,3%. No que se refere ao IDP, o governo Lula ocupa a última posição.
Ou seja, trata-se do pior desempenho quanto ao estoque da dívida interna pública
federal no período republicano.10
A média do indicador de vulnerabilidade externa (relação entre a dívida externa
registrada e a exportação de bens) no Brasil é de 216,3% no período 1890-2009, como
mostra a Tabela 7. A mediana é de 226,1%. No conjunto de 29 governos, o governo
Lula tem o 6ª menor indicador. Neste governo a relação média entre a dívida externa
registrada e a exportação de bens é de 138,2%, que é inferior à média e à mediana. No
que se refere ao IDP, o governo Lula ocupa a 6ª posição. Portanto, o governo Lula tem
desempenho favorável no que se refere ao controle da inflação.
O indicador-síntese de desempenho econômico é o IDP. O IDP médio no
governo Lula é 47,8, ou seja, o 23º mais elevado no conjunto de 29 governos, como
mostra a Tabela 8. Portanto, no governo Lula a economia brasileira tem fraco
desempenho. O IDP médio é 58,6 e a mediana dos IDPs é de 61,1.11
2. Governo Lula em perspectiva histórica
A análise apresentada neste texto é conclusiva: a evidência mostra que o
desempenho da economia brasileira no governo Lula (2003-09) é fraco pelos padrões
históricos brasileiros e pelos padrões internacionais. No que se refere a esta última
conclusão, vale destacar que desde 1980 observa-se tendência de queda da participação
relativa do Brasil na economia mundial. No governo Lula a participação média é de
10 Na realidade, o governo Lula é responsável pela maior dívida pública interna federal da história do país
desde 1822. No final do Império em 1889 a relação entre a dívida pública interna federal e o PIB era da
ordem de 30% (auge de 31,1% em 1887). Ver, GONÇALVES e POMAR (2002), Tabela 28.
11 Vale repetir que a média e a mediana referem-se aos IDPs anuais do período 1889-2009.
6
2,74%. Esta participação está próxima daquela observada quase quarenta anos antes
(início dos anos 1970s).
De modo geral, os indicadores de desempenho econômico no governo Lula
(2003-09) são inferiores às médias e medianas para o conjunto do período em análise
(1889-2009), como mostra a Tabela 9. Há, entretanto, algumas exceções: (i) a taxa de
investimento no governo Lula é superior à média do país ainda que seja inferior à
mediana; (ii) a taxa de inflação no governo Lula é inferior tanto à média quanto à
mediana; e, (iii) o indicador de vulnerabilidade externa também é inferior tanto à média
quanto à mediana na história econômica republicana.
Vale destacar, ainda, que no governo Lula as médias observadas para o
crescimento econômico, hiato de crescimento, investimento estão abaixo da mediana.
No que se refere à fragilidade financeira, o governo Lula tem o pior desempenho.12
Assim, em quatro indicadores o governo Lula posiciona-se na metade inferior da
distribuição de desempenho segundo os governos. As exceções são os indicadores de
inflação e vulnerabilidade externa visto que o governo Lula ficou abaixo da média e da
mediana das taxas anuais.
Quanto à questão externa, não há dúvida que o governo Lula se beneficiou de
uma conjuntura extraordinariamente favorável no período de 2003 até meados de
2008.13 Portanto, parte expressiva do mérito quanto à redução dos indicadores de
vulnerabilidade externa conjuntural deriva da fase ascendente do ciclo internacional.
Não é por outra razão que, na fase descendente do ciclo internacional, a crise global de
2008-09 teve forte impacto negativo sobre a economia brasileira (por exemplo, queda
de 0,2% do PIB em 2009).14
12 Pode-se argumentar que a relação dívida pública interna federal/PIB não é o melhor indicador e deveria
ser substituído, por exemplo, pela relação dívida pública federal líquida/PIB. Neste caso haveria inclusão
da dívida externa e exclusão do valor das reservas internacionais no Banco Central. Entretanto, este
argumento é frágil quando o país tem regime de metas de inflação com viés de ajuste do balanço de
pagamentos (expenditure-reducing policies). Neste caso, quando ocorre crise cambial há não somente a
venda de reservas (que reduz a dívida pública interna federal) como também a elevação da taxa de juros
que, ceteris paribus, provoca aumento do déficit nominal e, portanto, elevação da dívida pública federal.
O resultado é que as reservas internacionais não garantem a redução da dívida pública federal líquida no
contexto de crise cambial, metas de inflação e viés de política de ajuste externo. Ou seja, reservas
internacionais elevadas não reduzem, necessariamente, a fragilidade financeira do Estado.
13 Neste período a renda mundial cresceu à taxa média real anual de 4,2% e o comércio mundial (valor
corrente das exportações de bens e serviços) cresceu à taxa média anual de 7,2%. A taxa secular (1889-
2009) de crescimento real da economia mundial é 3,2%.
14 FILGUEIRAS e GONÇALVES (2007, cap. 1) argumentam que, apesar de haver redução da
vulnerabilidade externa conjuntural, houve elevação da vulnerabilidade externa estrutural da economia
brasileira durante o governo Lula. Ademais, a vulnerabilidade externa comparada (Brasil em relação aos
7
Naturalmente, a análise do IDP converge para os resultados acima. Não resta
dúvida que o governo Lula tem um fraco desempenho em perspectiva histórica. O IDP
médio do governo Lula é de 47,8, ou seja, abaixo do que seria o ponto-crítico (50,0) e
abaixo da média (58,6) e da mediana (61,1) dos IDPs para os 29 governos, como mostra
a Tabela 10. No conjunto de 29 governos desde a proclamação da República, em ordem
decrescente de desempenho, o governo Lula situa-se na 23ª posição. Ou seja, o governo
Lula ocupa a 7ª pior posição.
No grupo dos presidentes com os piores resultados encontram-se, em geral,
governos que foram marcados por situações político-econômicas particularmente
restritivas no front interno (e.g., Floriano Peixoto – revoltas armadas) ou conjunturas
internacionais muito desfavoráveis (e.g., Venceslau Brás – I Grande Guerra).
Entretanto, há casos (por exemplo, governos FHC e Lula) em que as condições internas
e externas não foram particularmente restritivas. Ou seja, o desempenho é explicado, em
grande medida, pela combinação de erros de estratégia, equívocos de políticas e
desacertos de gestão.
3. Governo Lula versus governo FHC
Nesta seção comparam-se os desempenhos dos governos FHC e Lula. O IDPSíntese
do governo FHC é 39,2 enquanto o do governo Lula é 47,8, como mostra a
Tabela 11. O governo FHC ocupa a 28ª posição e o governo Lula a 23ª posição em um
conjunto de 29 governos. Vale notar que o governo FHC é o segundo pior da história
republicana (só perde para o governo Collor). No conjunto de 6 indicadores o governo
Lula tem melhor desempenho que o governo FHC em 5 indicadores. A exceção fica
com a fragilidade financeira.15 No entanto, em ambos os governos a economia brasileira
retrocede em termos de sua participação na economia mundial. O fato é que os governos
Lula e FHC têm fraco desempenho em perspectiva histórica.
outros países e ao passado recente) não parece ter se reduzido. Ademais, como discutido em
Kaltenbrunner e Painceira (2009), nos últimos anos houve expansão de novas formas de vulnerabilidade
externa da economia brasileira como o crescimento do estoque de investimento externo no mercado de
capitais, a elevação do passivo externo líquido do sistema financeiro brasileiro e a crescente presença de
não-residentes no mercado de derivativos.
15 A relação média entre a dívida pública interna federal e o PIB é de 41,9% em 2001-02 e de 42,5% em
2008-09.
8
Não resta dúvida que na comparação entre o desempenho dos governos Lula e
FHC há que destacar a influência da conjuntura internacional.16 Durante o governo FHC
a economia mundial cresceu à taxa média anual de 3,4% e as exportações mundiais de
bens e serviços à taxa de 6,6%. No governo Lula (2003-09) as taxas correspondentes
foram de 3,6% e 4,3%, respectivamente. Considerando o período 2003-08, a economia
mundial cresceu à taxa média anual de 4,2% e as exportações mundiais de bens e
serviços à taxa de 7,2% no período 2003-08.17 Em uma perspectiva de longo prazo a
conjuntura econômica internacional tem estado relativamente favorável nas últimas 2
décadas.18 Entretanto, o fato é que a economia brasileira tem elevada vulnerabilidade
externa estrutural nas esferas comercial, produtiva, tecnológica e monetário-financeira
(GONÇALVES, 2005, CAP. 6).
No conjunto de seis indicadores há dois que expressam diretamente a situação
econômica internacional (hiato de crescimento e vulnerabilidade externa). O hiato de
crescimento é o diferencial entre a taxa de crescimento do PIB brasileiro deduzida da
taxa de crescimento da economia mundial; enquanto a vulnerabilidade externa é a
relação percentual entre a dívida externa e as exportações de bens. A primeira depende
das condições de liquidez e crédito internacional e a segunda da variação da renda
mundial. A exclusão destes dois indicadores implica mudanças importantes no IDPmédio
(denominado de IDP-4), como apresenta o Gráfico 3. O IDP-4 do governo FHC
aumenta de 39,2 (28ª posição) para 43,9 (27ª posição) enquanto o IDP-4 do governo
Lula cai de 47,8 (23ª posição) para 42,9 (28ª posição). Este gráfico mostra que o
governo Lula perde posições no ranking quando se excluem os indicadores que
expressam mais diretamente a conjuntura internacional. Neste caso, o governo Lula tem
16 Defensores do governo Lula reconhecem a importância da conjuntura internacional mas tentam
destacar os méritos próprios deste governo; ver Mercadante (2006), p. 27. Naturalmente, a conjuntura
internacional influencia o desempenho econômico do país; porém, conforme discutido em GONÇALVES
(2003, cap. 2), a experiência histórica mostra que o contexto internacional não é determinante do
desempenho econômico comparativo segundo o mandato presidencial. As estratégias e políticas
governamentais de inserção internacional e de ajuste frente à conjuntura internacional são determinantes.
17 Entretanto, houve grande volatilidade dos fluxos financeiros internacionais durante o governo FHC e a
ocorrência da crise global no segundo semestre de 2008, durante o governo Lula.
18 A economia mundial entra em fase ascendente no final de 1992. Esta fase dura até o final de 2000. A
fase descendente é interrompida já no final de 1992. De 1993 a meados de 2008 a economia mundial
experimenta outra fase ascendente – conhecida, nos Estados Unidos, como a da Nova Economia. Esta
fase é interrompida no final de 2008 com a crise global. Os fatores desestabilizadores de natureza
financeira somente tornam-se determinantes no contexto da crise global de 2008. As crise financeiras e
cambiais da virada do século XX para o século XXI afetaram, principalmente, os países em
desenvolvimento (entre os quais o Brasil) marcados por forte vulnerabilidade financeira externa.
9
desempenho inferior ao governo FHC. Com este indicador o governo Lula só tem
desempenho superior ao do governo Collor (pior desempenho da história republicana).
Gráfico 3
IDP-médio, exclusive hiato de crescimento e vulnerabilidade externa (IDP-4)
43,942,9
0,0
10,0
20,0
30,0
40,0
50,0
60,0
70,0
80,0
90,0
Garrastazu Médici
Eurico Dutra
Epitácio Pessoa
Nilo Peçanha
Juscelino Kubitschek
Rodrigues Alves
Costa e Silva
Café Filho
Getúlio Vargas II
Washington Luís
Afonso Pena
Hermes da Fonseca
Getúlio Vargas I
Campos Sales
Ernesto Geisel
Deodoro da Fonseca
Jânio Quadros
Artur Bernardes
Castello Branco
João Goulart
Prudente de Morais
Itamar Franco
João Figueiredo
José Sarney
Venceslau Brás
Floriano Peixoto
Fernando Henrique
Lula
Fernando Collor
Fonte: Elaboração do autor.
Nota: O IDP-médio é a média dos IDPs para 4 variáveis: variação da renda real (variação real anual do
Produto Interno Bruto – PIB); investimento (variação real anual da formação bruta de capital fixo –
FBKF); inflação (deflator implícito do PIB); e, fragilidade financeira (relação percentual entre a dívida
pública interna federal e o PIB).
Em defesa do governo Lula pode-se argumentar que parte expressiva do seu
fraco desempenho decorre da “herança negativa” do governo FHC derivada,
principalmente, do desequilíbrio das finanças públicas. Portanto, cabe excluir do cálculo
do IDP-médio (denominado IDP-5) o indicador de fragilidade financeira (relação
percentual entre a dívida pública interna federal e o PIB). Neste caso, o IDP-5 do
governo Lula é de 57,0 (15ª posição), que é a própria mediana e maior do que a média
dos IDPs (56,0); enquanto o IDP-5 do governo FHC é 41,7 (25ª posição). Portanto, há
diferença marcante de desempenho econômico entre estes 2 governos quando se exclui
a questão do desequilíbrio das finanças públicas. E, em conseqüência, o governo FHC
continua com fraco desempenho enquanto o desempenho do governo Lula é mediano.
10
Gráfico 4
IDP-médio, exclusive fragilidade financeira (IDP-5)
41,7
57,0
0,0
10,0
20,0
30,0
40,0
50,0
60,0
70,0
80,0
Deodoro da Fonseca
Epitácio Pessoa
Nilo Peçanha
Café Fi lho
Juscelino Kubitschek
Campos Sales
Hermes da Fonseca
Lula
Artur Bernardes
Jânio Quadros
Castello Branco
Floriano Peixoto
Fernando Henrique
João Figueiredo
Fernando Collor
Fonte: Elaboração do autor.
Nota: O IDP-médio é a média dos IDPs para 5 variáveis: variação da renda real (variação real anual do
Produto Interno Bruto – PIB); hiato de crescimento (diferença relativa entre a variação real anual do PIB
brasileiro e a variação real anual do PIB mundial); investimento (variação real anual da formação bruta de
capital fixo – FBKF); inflação (deflator implícito do PIB); e, vulnerabilidade externa (relação percentual
entre a dívida externa e as exportações de bens).
A simulação para o período 2003-10 gera o IDP de 48,4 para o governo Lula,
que é um pouco maior do que o IDP de 47,8 para o período 2003-09, como mostra a
Tabela 12.19 Como resultado, o governo Lula supera o governo Itamar Franco (IDP =
19 Esta simulação supõe taxa de crescimento do PIB brasileiro de 5,52% em 2010, segundo estimativas
do Bacen (boletim Focus de 1º de abril de 2010) e taxa de crescimento do PIB mundial de 4,2%, segundo
estimativas do FMI. A estimativa da variação da FBKF em 2010 (4,7%) é a média da variação no período
2003-09. O dado de inflação para 2010 (5,18%) tem como fonte o boletim Focus do Banco Central do
Brasil de 1º de abril de 2010 (mediana das previsões para o IPCA). Desde 2003 a variação do deflator do
PIB tem sido superior à variação do IPCA; Por exemplo, em 2009 o deflator foi de 4,79% e a variação do
IPCA foi de 4,31%. As estimativas para os indicadores de fragilidade financeira (42,7%) e de
vulnerabilidade externa (115,2%) para 2010 são os dados de 2009. Os dados estão disponíveis em:
BACEN, http://www4.bcb.gov.br/pec/GCI/PORT/readout/R20100401.pdf.;
IPEA, http://www.ipeadata.gov.br/ipeaweb.dll/ipeadata;
e FMI, http://www.imf.org/external/pubs/ft/weo/2010/01/index.htm.
11
48,2) e passa da 23ª posição para a 22ª posição no ranking.20 Ou seja, o governo Lula
ocupa a 8ª pior posição no IDP final. A melhora marginal decorre, em grande medida,
da estimativa de crescimento econômico para 2010. Entretanto, o fato a destacar é que o
governo Lula tem IDP final inferior à média (58,6) e à mediana (61,1) para todos os
governos do período republicano.
4. Conclusões
Não resta dúvida que a “herança negativa” do governo FHC criou sérias
restrições, enquanto a “herança positiva” deste último afrouxou restrições para o
desempenho da economia brasileira. No âmbito da política, é natural que os aliados do
governo Lula ressaltem a “herança negativa” para valorizar o desempenho deste
governo. Por outro lado, os adversários tendem a destacar a “herança positiva” e a
continuidade do modelo e das políticas, bem como a conjuntura internacional, com o
intuito de minimizar o mérito específico do governo Lula. Entretanto, este tipo de
dualidade no debate político negligencia questões fundamentais como, por exemplo: Por
que a economia brasileira tem fraco desempenho tanto no governo FHC quanto no
governo Lula?
Naturalmente, a própria correlação de forças políticas, o peso dos setores
dominantes e os interesses eleitorais impedem a análise e a discussão que mais se
aproximam da realidade brasileira contemporânea. E esta realidade é uma só: fraco
desempenho econômico. As discussões limitam o debate em termos de “beltranos” e
“fulanas”. Porém, as soluções para os graves problemas do país exigem
questionamentos sobre estratégias retrógradas de desenvolvimento, políticas
econômicas e sociais que seguem a “linha de menor resistência”, a influência e os
interesses dos setores dominantes, e os erros recorrentes de gestão.
As conclusões da análise a respeito do primeiro mandato do governo Lula,
apresentadas em GONÇALVES e FILGUEIRAS (2007), podem se estendidas, com
modificações marginais, para o segundo mandato. No período de 8 anos o fraco
desempenho do governo Lula é explicado, precisamente, pela combinação de estratégias
retrógradas, políticas equivocadas, interesses dominantes e erros de gestão. Em todo o
período 2003-09 a economia brasileira tem desempenho que fica muito aquém da sua
experiência histórica. A análise aqui apresentada mostra que não é somente no primeiro
20 As simulações com dados para o período 2003-10 causam um número pequeno de alterações nos
índices (no primeiro decimal) e nenhuma mudança significativa de ordem.
12
mandato que o governo Lula tem fraco desempenho. As simulações para 2003-10 não
alteram este resultado.
A análise também mostra que quando se considera a “herança negativa” de
elevada fragilidade das contas públicas, verifica-se que o governo Lula tem desempenho
mediano pelos padrões históricos do país. Por outro lado, a conjuntura internacional
favorável influenciou significativamente o desempenho do governo Lula. De fato, ao se
excluir os indicadores que expressam diretamente esta conjuntura, o desempenho do
governo Lula só não é pior do que o do governo Collor. Portanto, a “herança negativa”
do governo FHC prejudicou o desempenho da economia brasileira no governo Lula
enquanto a conjuntura econômica internacional favoreceu este desempenho. A
evidência mostra que estas influências são importantes.
Como interpretação alternativa, aliados e membros do governo se defendem e
argumentam que, em algum momento no final do primeiro mandato, os “liberais” em
altos postos foram derrotados pelos “desenvolvimentistas” (BARBOSA e SOUZA,
2010). Assim, segundo esta interpretação, o governo Lula foi salvo pelos
“desenvolvimentistas” no seu segundo mandato. Ocorre que, ainda segundo esta
interpretação, o “impulso desenvolvimentista” é prejudicado pela crise global de
meados de 2008. Trata-se de choque externo que compromete seriamente o desempenho
econômico do país.
Assim, no primeiro mandato os “liberais” teriam impedido o aproveitamento das
oportunidades criadas pela conjuntura externa, enquanto que no segundo mandato a
reversão da fase ascendente do ciclo internacional e a crise global teriam prejudicado a
trajetória “desenvolvimentista”. A fragilidade analítica desta interpretação é evidente.
Só para ilustrar, ela parte do pressuposto que estratégias, políticas e gestão dependem do
acesso dos good guys aos “ouvidos do rei”. E a nomeação dos good guys
desenvolvimentistas depende dos seus méritos pessoais, dos canais de acesso ao “rei” e
da “roda da fortuna”. Ou seja, a economia política dos conflitos de interesses entre
grupos e classes sociais é desprezada em favor da “fulanização” e dos méritos e
deméritos de indivíduos que ocupam postos-chave na administração pública. Com esta
linha analítica nada se avança em termos de entendimento da realidade e da capacidade
de formulação de propostas. E, ao fim e ao cabo, o que resta é o fraco desempenho da
economia brasileira.
13
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Republicana, 1889-1989, Rio de Janeiro, Ed. Campus, 1990.
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SUZIGAN, W. Indústria Brasileira. Origem e Desenvolvimento. São Paulo: Editora
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VILLELA, A. V.; SUZIGAN, W. Política do Governo e Crescimento da Economia
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14
Tabela 1
Crescimento econômico
(taxa de crescimento real do PIB)
PIB
Variação %
IDPPIB
1 Garrastazu Médici 11,9 Garrastazu Médici 95,8
2 Deodoro da Fonseca 10,1 Deodoro da Fonseca 87,3
3 Café Filho 8,8 Café Filho 78,6
4 Jânio Quadros 8,6 Jânio Quadros 77,3
5 Juscelino Kubitschek 8,1 Juscelino Kubitschek 74,2
6 Costa e Silva 7,8 Costa e Silva 72,3
7 Eurico Dutra 7,6 Eurico Dutra 71,0
8 Epitácio Pessoa 7,4 Epitácio Pessoa 69,6
9 Ernesto Geisel 6,7 Ernesto Geisel 64,9
10 Nilo Peçanha 6,4 Nilo Peçanha 63,5
11 Getúlio Vargas II 6,2 Getúlio Vargas II 61,5
12 Washington Luís 5,2 Washington Luís 56,0
13 Itamar Franco 5,0 Itamar Franco 53,9
14 Rodrigues Alves 4,7 Rodrigues Alves 51,9
15 Prudente de Morais 4,5 Getúlio Vargas I 50,1
16 José Sarney 4,4 José Sarney 50,0
17 Getúlio Vargas I 4,3 Castello Branco 48,5
18 Castello Branco 4,2 Artur Bernardes 46,1
19 Artur Bernardes 3,7 Prudente de Morais 45,1
20 João Goulart 3,6 João Goulart 44,8
21 Lula 3,5 Hermes da Fonseca 44,8
22 Hermes da Fonseca 3,5 Lula 44,6
23 Campos Sales 3,1 Campos Sales 39,0
24 Afonso Pena 2,5 João Figueiredo 38,7
25 João Figueiredo 2,4 Afonso Pena 38,6
26 Fernando Henrique 2,3 Fernando Henrique 36,5
27 Venceslau Brás 2,1 Venceslau Brás 35,5
28 Fernando Collor -1,3 Fernando Collor 15,5
29 Floriano Peixoto -7,5 Floriano Peixoto 12,1
Média 4,5 54,1
Mediana 4,6 50,1
Fonte: Elaboração do autor.
Notas: O IDP é um índice que varia de zero (pior desempenho) a 100 (melhor desempenho).
Para os indicadores a média (geométrica) e a mediana referem-se aos dados anuais (120 anos). Para o IDP
a média e a mediana referem-se aos 29 governos.
15
Tabela 2
Hiato de crescimento
(diferencial relativo entre as taxas reais de crescimento do PIB do Brasil e do
mundo, %)
Hiato de
crescimento %
IDP-Hiato
1 Deodoro da Fonseca 7,9 Deodoro da Fonseca 79,8
2 Epitácio Pessoa 6,4 Epitácio Pessoa 71,2
3 Eurico Dutra 6,2 Garrastazu Médici 70,7
4 Garrastazu Médici 6,2 Juscelino Kubitschek 61,0
5 Juscelino Kubitschek 4,3 Washington Luís 60,3
6 Washington Luís 4,1 Jânio Quadros 59,3
7 Jânio Quadros 4,0 Eurico Dutra 58,5
8 Costa e Silva 2,9 Costa e Silva 53,2
9 Ernesto Geisel 2,8 Ernesto Geisel 53,0
10 Café Filho 2,5 Café Filho 51,4
11 Nilo Peçanha 2,4 Nilo Peçanha 50,9
12 Hermes da Fonseca 2,3 Hermes da Fonseca 50,0
13 Itamar Franco 2,2 Itamar Franco 49,7
14 Getúlio Vargas I 1,5 Getúlio Vargas I 47,8
15 Getúlio Vargas II 1,4 Getúlio Vargas II 45,5
16 Prudente de Morais 0,9 Rodrigues Alves 42,5
17 Rodrigues Alves 0,8 Afonso Pena 40,8
18 Afonso Pena 0,5 José Sarney 40,8
19 José Sarney 0,5 Prudente de Morais 40,3
20 Campos Sales 0,0 Campos Sales 38,6
21 Lula -0,1 Lula 37,5
22 João Figueiredo -0,4 João Figueiredo 36,3
23 Venceslau Brás -0,6 Venceslau Brás 35,5
24 Artur Bernardes -0,9 Artur Bernardes 33,5
25 Fernando Henrique -1,1 Fernando Henrique 32,2
26 Castello Branco -1,3 Castello Branco 31,0
27 João Goulart -1,5 João Goulart 30,2
28 Fernando Collor -3,4 Fernando Collor 20,1
29 Floriano Peixoto -8,7 Floriano Peixoto 13,3
Média 1,3 46,0
Mediana 0,8 45,5
Fonte: Elaboração do autor.
Notas: O diferencial é relativo, ou seja, hiato = [(1 + taxa Brasil) / (1 + taxa mundo) -1]*100.
O IDP é um índice que varia de zero (pior desempenho) a 100 (melhor desempenho).
Para os indicadores a média (geométrica) e a mediana referem-se aos dados anuais (120 anos). Para o IDP
a média e a mediana referem-se aos 29 governos.
16
Tabela 3
Participação do PIB do Brasil no PIB mundial
(percentual, PIB em termos reais, ano de referência = 1980)
PIB Brasil /
PIB mundial
(%)
1 Deodoro da Fonseca 0,69
2 Floriano Peixoto 0,57
3 Prudente de Morais 0,58
4 Campos Sales 0,55
5 Rodrigues Alves 0,56
6 Afonso Pena 0,58
7 Nilo Peçanha 0,60
8 Hermes da Fonseca 0,63
9 Venceslau Brás 0,63
10 Epitácio Pessoa 0,78
11 Artur Bernardes 0,80
12 Washington Luís 0,90
13 Getúlio Vargas I 1,12
14 Eurico Dutra 1,52
15 Getúlio Vargas II 1,57
16 Café Filho 1,70
17 Juscelino Kubitschek 1,90
18 Jânio Quadros 2,18
19 João Goulart 2,16
20 Castello Branco 2,03
21 Costa e Silva 2,13
22 Garrastazu Médici 2,57
23 Ernesto Geisel 3,14
24 João Figueiredo 3,31
25 José Sarney 3,32
26 Fernando Collor 2,98
27 Itamar Franco 3,03
28 Fernando Henrique 2,93
29 Lula 2,74
Fonte: Elaboração do autor.
17
Tabela 4
Investimento
(variação percentual real da formação bruta de capital fixo)
FBKF, var.
%
IDPFBKF
1 Epitácio Pessoa 47,2 Rodrigues Alves 88,3
2 Rodrigues Alves 26,5 Epitácio Pessoa 83,5
3 Eurico Dutra 20,6 Eurico Dutra 75,4
4 Garrastazu Médici 14,7 Garrastazu Médici 70,4
5 Nilo Peçanha 12,2 Nilo Peçanha 67,5
6 Costa e Silva 11,9 Costa e Silva 66,7
7 João Goulart 11,5 João Goulart 65,6
8 Itamar Franco 10,2 Itamar Franco 63,8
9 Juscelino Kubitschek 9,6 Juscelino Kubitschek 63,0
10 Castello Branco 8,5 Castello Branco 61,7
11 Getúlio Vargas II 8,3 Getúlio Vargas II 61,6
12 Deodoro da Fonseca 8,2 Deodoro da Fonseca 61,4
13 Artur Bernardes 8,1 Artur Bernardes 61,0
14 Afonso Pena 6,7 Afonso Pena 59,1
15 Ernesto Geisel 6,6 Ernesto Geisel 58,5
16 José Sarney 4,8 Getúlio Vargas I 58,2
17 Lula 4,7 Hermes da Fonseca 58,0
18 Getúlio Vargas I 3,8 José Sarney 56,3
19 Fernando Henrique 1,0 Lula 55,9
20 Washington Luís -0,8 Washington Luís 51,0
21 Café Filho -3,0 Fernando Henrique 50,2
22 Campos Sales -3,3 Campos Sales 46,4
23 João Figueiredo -3,5 Prudente de Morais 46,4
24 Fernando Collor -7,5 João Figueiredo 44,0
25 Prudente de Morais -9,4 Café Filho 43,9
26 Hermes da Fonseca -9,4 Fernando Collor 37,4
27 Floriano Peixoto -10,7 Floriano Peixoto 32,7
28 Jânio Quadros -14,2 Jânio Quadros 27,3
29 Venceslau Brás -24,8 Venceslau Brás 21,0
Média 4,3 56,5
Mediana 8,3 58,5
Fonte: Elaboração do autor.
Notas: O IDP é um índice que varia de zero (pior desempenho) a 100 (melhor desempenho).
Para os indicadores a média (geométrica) e a mediana referem-se aos dados anuais (120 anos). Para o IDP
a média e a mediana referem-se aos 29 governos.
18
Tabela 5
Inflação
(deflator implícito do PIB, %)
Inflação
%
IDPInflação
1 Itamar Franco 2123,0 Campos Sales 100,0
2 Fernando Collor 1061,2 Afonso Pena 95,7
3 José Sarney 386,3 Washington Luís 90,5
4 João Figueiredo 109,1 Hermes da Fonseca 89,2
5 João Goulart 63,7 Nilo Peçanha 88,6
6 Castello Branco 60,8 Rodrigues Alves 78,6
7 Ernesto Geisel 38,6 Getúlio Vargas I 75,2
8 Jânio Quadros 34,6 Epitácio Pessoa 71,6
9 Costa e Silva 24,4 Floriano Peixoto 70,6
10 Juscelino Kubitschek 21,5 Lula 69,3
11 Garrastazu Médici 21,2 Prudente de Morais 69,2
12 Deodoro da Fonseca 17,4 Artur Bernardes 66,2
13 Fernando Henrique 17,1 Eurico Dutra 66,0
14 Getúlio Vargas II 17,0 Fernando Henrique 62,4
15 Floriano Peixoto 14,1 Café Filho 62,1
16 Venceslau Brás 12,7 Venceslau Brás 61,5
17 Café Filho 11,5 Deodoro da Fonseca 58,3
18 Prudente de Morais 10,9 Getúlio Vargas II 56,9
19 Eurico Dutra 9,3 Juscelino Kubitschek 53,4
20 Artur Bernardes 8,8 Garrastazu Médici 52,9
21 Lula 7,6 Costa e Silva 50,5
22 Getúlio Vargas I 6,5 Jânio Quadros 45,0
23 Epitácio Pessoa 4,6 Ernesto Geisel 43,4
24 Rodrigues Alves 4,2 Castello Branco 36,8
25 Nilo Peçanha 1,2 João Goulart 35,7
26 Afonso Pena -1,6 João Figueiredo 27,7
27 Washington Luís -2,0 José Sarney 10,8
28 Hermes da Fonseca -4,1 Fernando Collor 2,1
29 Campos Sales -10,3 Itamar Franco 0,0
Média 37,4 58,3
Mediana 11,9 62,1
Fonte: Elaboração do autor.
Notas: O IDP é um índice que varia de zero (pior desempenho) a 100 (melhor desempenho).
Neste caso o IDP opera no sentido inverso da variável-básica, ou seja, quanto mais elevada a variável,
menor o IDP.
Para os indicadores a média (geométrica) e a mediana referem-se aos dados anuais (120 anos). Para o IDP
a média e a mediana referem-se aos 29 governos.
19
Tabela 6
Fragilidade financeira
(relação percentual dívida pública interna federal / PIB)
Fragilidade
Financeira
%
IDPFragilidade
financeira
1 João Goulart 0,2 Jânio Quadros 100,0
2 Jânio Quadros 0,3 João Goulart 100,0
3 Castello Branco 0,3 Castello Branco 99,8
4 Juscelino Kubitschek 0,7 Juscelino Kubitschek 99,2
5 Café Filho 1,4 Café Filho 97,6
6 Costa e Silva 1,7 Costa e Silva 96,9
7 Getúlio Vargas II 2,5 Getúlio Vargas II 94,9
8 Garrastazu Médici 4,8 Garrastazu Médici 89,6
9 Eurico Dutra 5,0 Eurico Dutra 88,9
10 Fernando Collor 5,5 Fernando Collor 87,1
11 João Figueiredo 6,0 João Figueiredo 86,6
12 Ernesto Geisel 6,4 Ernesto Geisel 85,6
13 Itamar Franco 9,0 Itamar Franco 79,6
14 Getúlio Vargas I 9,2 Getúlio Vargas I 78,8
15 Washington Luís 9,9 Washington Luís 77,3
16 José Sarney 10,7 José Sarney 75,2
17 Artur Bernardes 11,2 Artur Bernardes 74,4
18 Epitácio Pessoa 11,6 Afonso Pena 73,3
19 Afonso Pena 11,6 Nilo Peçanha 73,2
20 Nilo Peçanha 11,7 Epitácio Pessoa 73,1
21 Hermes da Fonseca 12,4 Hermes da Fonseca 71,3
22 Campos Sales 13,0 Campos Sales 69,8
23 Venceslau Brás 13,2 Prudente de Morais 69,6
24 Prudente de Morais 13,2 Venceslau Brás 69,4
25 Rodrigues Alves 13,8 Rodrigues Alves 68,0
26 Floriano Peixoto 15,4 Floriano Peixoto 64,1
27 Deodoro da Fonseca 23,3 Deodoro da Fonseca 45,2
28 Fernando Henrique 29,3 Fernando Henrique 26,5
29 Lula 42,3 Lula 1,7
Média 11,6 76,4
Mediana 10,1 77,3
Fonte: Elaboração do autor.
Notas: O IDP é um índice que varia de zero (pior desempenho) a 100 (melhor desempenho).
Neste caso o IDP opera no sentido inverso da variável-básica, ou seja, quanto mais elevada a variável,
menor o IDP.
Para os indicadores a média (geométrica) e a mediana referem-se aos dados anuais (120 anos). Para o IDP
a média e a mediana referem-se aos 29 governos.
20
Tabela 7
Vulnerabilidade externa
(relação percentual dívida externa registrada / exportação de bens)
Vulnerabilidade
externa
%
IDPvulnerabilidade
externa
1 Eurico Dutra 53,0 Eurico Dutra 99,5
2 Getúlio Vargas II 56,1 Getúlio Vargas II 97,4
3 Café Filho 98,0 Café Filho 89,2
4 Floriano Peixoto 103,4 Floriano Peixoto 87,8
5 Deodoro da Fonseca 114,9 Deodoro da Fonseca 85,0
6 Lula 138,2 Lula 77,5
7 Prudente de Morais 144,9 Prudente de Morais 77,3
8 Campos Sales 152,0 Campos Sales 75,6
9 Rodrigues Alves 175,5 Rodrigues Alves 69,8
10 Epitácio Pessoa 183,2 Nilo Peçanha 66,0
11 Nilo Peçanha 190,6 Epitácio Pessoa 65,8
12 Costa e Silva 196,5 Costa e Silva 64,5
13 Afonso Pena 197,5 Afonso Pena 63,7
14 Artur Bernardes 208,8 Artur Bernardes 61,2
15 Juscelino Kubitschek 211,4 Juscelino Kubitschek 60,3
16 Garrastazu Médici 215,1 Garrastazu Médici 59,8
17 Castello Branco 219,7 Castello Branco 58,7
18 Jânio Quadros 224,1 Jânio Quadros 57,7
19 Hermes da Fonseca 228,9 Hermes da Fonseca 55,0
20 João Goulart 255,3 João Goulart 49,7
21 Ernesto Geisel 262,6 Ernesto Geisel 47,4
22 Venceslau Brás 271,6 Venceslau Brás 45,6
23 Itamar Franco 285,4 Itamar Franco 42,3
24 Washington Luís 295,0 Washington Luís 38,9
25 Fernando Collor 303,6 Fernando Collor 37,7
26 João Figueiredo 317,2 João Figueiredo 33,9
27 Getúlio Vargas I 327,4 Getúlio Vargas I 29,4
28 Fernando Henrique 342,3 Fernando Henrique 27,3
29 José Sarney 362,0 José Sarney 22,1
Média 216,3 60,2
Mediana 226,1 60,3
Fonte: Elaboração do autor.
Notas: O IDP é um índice que varia de zero (pior desempenho) a 100 (melhor desempenho).
Neste caso o IDP opera no sentido inverso da variável-básica, ou seja, quanto mais elevada a variável,
menor o IDP.
Para os indicadores a média (geométrica) e a mediana referem-se aos dados anuais (120 anos). Para o IDP
a média e a mediana referem-se aos 29 governos.
21
Tabela 8
Índice de Desempenho Presidencial
(média final)
IDP-Síntese
1 Eurico Dutra 76,5
2 Garrastazu Médici 73,2
3 Epitácio Pessoa 72,5
4 Café Filho 70,5
5 Getúlio Vargas II 69,6
6 Deodoro da Fonseca 69,5
7 Juscelino Kubitschek 68,5
8 Nilo Peçanha 68,3
9 Costa e Silva 67,4
10 Rodrigues Alves 66,5
11 Washington Luís 62,3
12 Afonso Pena 61,9
13 Campos Sales 61,6
14 Hermes da Fonseca 61,4
15 Jânio Quadros 61,1
16 Ernesto Geisel 58,8
17 Prudente de Morais 58,0
18 Artur Bernardes 57,0
19 Getúlio Vargas I 56,6
20 Castello Branco 56,1
21 João Goulart 54,4
22 Itamar Franco 48,2
23 Lula 47,8
24 Floriano Peixoto 46,8
25 Venceslau Brás 44,8
26 João Figueiredo 44,5
27 José Sarney 42,5
28 Fernando Henrique 39,2
29 Fernando Collor 33,3
Média 58,6
Mediana 61,1
Fonte: Elaboração do autor.
Notas: O IDP é um índice que varia de zero (pior desempenho) a 100 (melhor desempenho).
Para os indicadores a média (geométrica) e a mediana referem-se aos dados anuais (120 anos). Para o IDP
a média e a mediana referem-se aos 29 governos.
22
Tabela 9
Indicadores de desempenho: Brasil (1889-2009) e Governo Lula (2003-09)
Variável Brasil Governo Lula
Média Mediana Média Ordem
Crescimento econômico 4,5 4,6 3,5 21
Hiato de crescimento 1,3 0,8 -0,1 21
Investimento 4,3 8,3 4,7 17
Inflação 37,4 11,9 7,6 21
Fragilidade financeira 11,6 10,1 42,3 1
Vulnerabilidade externa 216,3 226,1 138,2 24
Fonte: Elaboração do autor.
Notas: A ordem é decrescente e a referência são os 29 governos.
Para as variáveis com “sinal positivo” (crescimento econômico, hiato e investimento) quanto mais a
ordem estiver próxima da unidade melhor é o desempenho. No caso das variáveis com “sinal negativo”
(inflação, fragilidade financeira e vulnerabilidade externa) quanto mais a ordem estiver próxima da
unidade pior é o desempenho.
Tabela 10
Índice de Desempenho Presidencial: Brasil (1889-2009) e Governo Lula (2003-09)
Variável Brasil Governo Lula
Média Mediana IDP Ordem
Crescimento econômico 54,1 50,1 44,6 22
Hiato de crescimento 46,0 45,5 37,5 21
Investimento 56,5 58,5 55,9 19
Inflação 58,3 62,1 69,3 10
Fragilidade financeira 76,4 77,3 1,7 29
Vulnerabilidade externa 60,2 60,3 77,5 6
Índice-final 58,6 61,1 47,8 23
Fonte: Elaboração do autor.
Notas: Para o IDP a média e a mediana referem-se aos 29 governos.
A ordem é decrescente e a referência são os 29 governos. Quanto mais próximo o IDP estiver da unidade
melhor é o desempenho.
Tabela 11
Governo Lula versus governo FHC: Desempenho comparativo
Indicador Indicador - taxa IDP - índice IDP - Posição
FHC Lula FHC Lula FHC Lula
Crescimento econômico 2,3 3,5 36,5 44,6 26 22
Hiato de crescimento -1,1 -0,1 32,2 37,5 25 21
Investimento 1,0 4,7 50,2 55,9 21 19
Inflação 17,1 7,6 62,4 69,3 14 10
Fragilidade financeira 29,3 42,3 26,5 1,7 28 29
Vulnerabilidade externa 342,3 138,2 27,3 77,5 28 6
IDP-Síntese - - 39,2 47,8 28 23
Fontes: Elaboração do autor.
FMI, World Economic Outlook, databases. Acesso: 20 março 2010.
Disponível: http://www.imf.org/external/pubs/ft/weo/2009/02/weodata/index.aspx.
Notas: Indicadores: média anual.
O IDP para todos os governos tem média e mediana de 58,6 e 61,1, respectivamente.
Governo Lula: período 2003-09.
23
Tabela 12
Governo Lula: 2003-09 e simulação para 2003-10
2003-09 2003-10
Indicador Ordem IDP Indicador Ordem IDP
Crescimento econômico 3,5 21 44,6 3,8 19 46,2
Hiato de crescimento -0,1 21 37,5 0,1 20 38,4
Investimento 4,7 17 55,9 4,7 17 55,9
Inflação 7,6 21 69,3 7,3 21 70,0
Fragilidade financeira 42,3 1 1,7 42,4 1 1,7
Vulnerabilidade externa 138,2 24 77,5 135,2 24 78,4
IDP-Síntese 23 47,8 22 48,4
Fonte: Elaboração do autor.
Notas: Indicadores são em percentagem.
Os dados para 2003-10 baseiam-se em estimativas para 2010.
A ordem é decrescente e a referência são os 29 governos. A ordem geral é a do IDP-síntese.
Fonte: http://www.ie.ufrj.br/hpp/intranet/pdfs/analise_comparativa_do_governo_lula_07_junho_2010.pdf
Por Reinaldo Gonçalves1
07/06/2010
O objetivo geral deste artigo é examinar do desempenho da economia brasileira
em 120 anos de história da República. Como objetivo específico, o estudo foca na
análise do desempenho comparativo do governo Lula. A partir da perspectiva histórica
avaliam-se o desempenho da economia brasileira em geral, e o desempenho econômico
do país no governo Lula, em particular.2 Mais especificamente, neste artigo discutemse
as seguintes hipóteses: (1) o desempenho econômico do Brasil durante o governo
Lula é superior ao desempenho observado durante o governo FHC; (2) em ambos os
governos a economia brasileira apresenta fraco desempenho; (3) a “herança negativa”
do governo FHC prejudicou o desempenho do governo Lula; e, (4) a conjuntura
internacional favoreceu este último.
A análise do desempenho de longo prazo baseia-se em conjunto de seis
indicadores macroeconômicos para todos os anos do período 1889-2009. Estes
indicadores são: variação da renda real (variação real anual do Produto Interno Bruto –
PIB); hiato de crescimento (diferença relativa entre a variação real anual do PIB
brasileiro e a variação real anual do PIB mundial); investimento (variação real anual da
formação bruta de capital fixo – FBKF); inflação (deflator implícito do PIB);
fragilidade financeira (relação percentual entre a dívida pública interna federal e o PIB)
e vulnerabilidade externa (relação percentual entre a dívida externa e as exportações de
bens).
Os dados são anuais e a análise tem como referencial os períodos de governo
republicano. No Brasil há enorme concentração de poder e de recursos orçamentários no
Executivo federal desde a proclamação da República. Portanto, a periodização segundo
os governos é enfoque complementar a estudos de história comparativa com outras
perspectivas (contexto internacional, regime político, etc).
1 Professor titular de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Reinaldogoncalves1@gmail.com. Portal: http://www.ie.ufrj.br/hpp/mostra.php?idprof=77. Este artigo
será publicado no livro Governo Lula: 2003-10. Aparência e Essência, organizado por Paulo Passarinho.
2 Quanto ao escopo e método, este artigo é, na realidade, a atualização de dois trabalhos publicados
anteriormente (GONÇALVES, 2003; FILGUEIRAS e GONÇALVES, 2007). O primeiro tem como foco
o governo FHC (1995-2002) e o segundo abrange o primeiro período do governo Lula (2003-06). Ver,
também, Gonçalves (2010).
2
Além de apresentar a análise das variáveis macroeconômicas, o estudo utiliza-se
do Índice de Desempenho Presidencial – IDP. O IDP é uma variável reduzida na forma
de um índice que varia de 0 (pior desempenho) a 100 (melhor desempenho).3
1. Desempenho econômico de longo prazo
No período 1890-2009, a taxa média de crescimento real do PIB brasileiro é de
4,5% como mostra a Tabela 1. No conjunto de 29 períodos, o governo Lula (2003-09)
tem a 9ª taxa mais baixa de crescimento econômico. E, na ordem decrescente, constatase
que a taxa de crescimento no governo Lula (3,5%) ocupa a 21ª posição.4 Neste
governo o crescimento médio real anual do PIB é significativamente menor do que a
taxa secular de crescimento econômico do país em toda a sua história republicana
(4,5%) e à mediana das taxas anuais (4,6%).5 No que se refere ao IDP relativo ao
crescimento do PIB, o governo Lula ocupa a 22ª posição.6 O IDP do governo Lula
(44,6) é inferior ao IDP médio (54,1) e à mediana dos IDPs de todos os governos
(50,1).7
O fraco desempenho do governo Lula implica que o país precisaria de 20 para
duplicar o seu PIB, como mostra o Gráfico 1. A taxa secular duplica o PIB em 16 anos.
3 As principais questões metodológicas e as fontes de dados são analisados em detalhes em Gonçalves
(2010).
4 A diferença entre as taxas médias de crescimento nos mandatos de Lula (3,548%) e de Hermes da
Fonseca (3,547%) só aparece no terceiro dígito.
5 Para os indicadores a média (geométrica) e a mediana referem-se aos dados anuais (120 anos).
6 De modo geral, a posição de cada mandato no IDP é idêntica à posição na variável de referência.
Entretanto, há alguns poucos casos em que ocorrem diferenças de posição no rank. Isto acontece porque
as médias das variáveis são geométricas enquanto as médias do IDP são aritméticas. No caso das
variáveis que entram com “sinal negativo” (inflação, fragilidade financeira e vulnerabilidade externa) o
IDP é inversamente proporcional ao indicador macroeconômico.
7 Para o IDP a média e a mediana referem-se aos 29 governos.
3
Gráfico 1
Número de anos necessários para duplicar a renda segundo o
mandato presidencial: 1890-2009
7
15
23
15
28
11
20
34
9
19
14
16
9
11
8 9 8
20
17
9
6
10
29
16
13
31
20
16
0
5
10
15
20
25
30
35
40
Deodoro da Fonseca
Floriano Peixoto
Prudente de Morais
Campos Sales
Rodrigues Alves
Afonso Pena
Nilo Peçanha
Hermes da Fonseca
Venceslau Brás
Epitácio Pessoa
Artur Bernardes
Washington Luís
Getúlio Vargas I
Eurico Dutra
Getúlio Vargas II
Café Filho
Juscelino Kubitschek
Jânio Quadros
João Goulart
Castello Branco
Costa e Silva
Garrastazu Médici
Ernesto Geisel
João Figueiredo
José Sarney
Fernando Collor
Itamar Franco
Fernando Henrique
Lula (2003-09)
Média
Fonte: Elaboração do autor.
O hiato de crescimento econômico médio é de 1,3% no período 1890-2009,
como mostra a Tabela 2. Este hiato significa que neste período a taxa média de
crescimento real da economia brasileira é de 4,5% enquanto a taxa média da economia
mundial é de 3,1%.8 Da mesma forma que no caso da taxa de crescimento, o governo
Lula tem o 9º mais baixo hiato de crescimento no conjunto de 29 governos. Na ordem
decrescente, constata-se que o hiato de crescimento no governo Lula está na 21ª
posição. Neste governo o hiato médio (real anual) do PIB é de -0,1%. Ele é
significativamente menor do que o hiato médio do país em toda a sua história
republicana (1,3%). No que se refere ao IDP relativo ao hiato de crescimento o governo
Lula também ocupa a 21ª posição. O IDP do governo Lula é de 37,5. Este IDP é inferior
ao IDP médio (46,0) e à mediana dos IDPs de todos os governos (45,5).
Hiato negativo implica que o país tem queda de sua participação no PIB
mundial. Isto ocorre durante o governo Lula. Vale notar que o “salto” de
desenvolvimento é dado por Vargas no seu primeiro governo (1930-45), como mostra o
Gráfico 2. No período de praticamente meio século, que vai de 1932 até 1980, a
economia brasileira apresenta taxas de crescimento econômico de longo prazo
significativamente elevadas (média de 6,8%). O resultado é que a participação do país
8 O diferencial é relativo, ou seja, hiato = [(1 + taxa Brasil) / (1 + taxa mundo) -1]*100.
4 no PIB mundial aumenta de menos de 1% no final dos anos 1920s para 3,6% em 1980.
A partir de 1980 observa-se tendência de queda da participação relativa do Brasil na
economia mundial. A participação média do Brasil na economia mundial segundo os
governos é apresentada na Tabela 3. No governo Lula a participação média é de 2,74%.
Esta participação está próxima daquela observada quase quarenta anos antes (início dos
anos 1970s).
9
Gráfico 2
Participação % do Brasil no PIB mundial segundo o mandato presidencial
0,00
0,50
1,00
1,50
2,00
2,50
3,00
3,50
Deodoro da Fonseca
Floriano Peixoto
Prudente de Morais
Campos Sales
Rodrigues Alves
Afonso Pena
Nilo Peçanha
Hermes da Fonseca
Venceslau Brás
Epitácio Pessoa
Artur Bernardes
Washington Luís
Getúlio Vargas I
Eurico Dutra
Getúlio Vargas II
Café Filho
Juscelino Kubitschek
Jânio Quadros
João Goulart
Castello Branco
Costa e Silva
Garrastazu Médici
Ernesto Geisel
João Figueiredo
José Sarney
Fernando Collor
Itamar Franco
Fernando Henrique
Lula
Fonte: Elaboração do autor. PIB em termos reais (ano de referência = 1980).
A taxa média de crescimento real do investimento (FBKF) brasileiro é de 4,3%
no período 1890-2009, como mostra a Tabela 4. No conjunto de 29 governos, o governo
Lula tem a 17ª taxa mais elevada de crescimento da FBKF. Neste governo o
crescimento médio real anual da FBKF é de 4,7%, que é maior do que a taxa média,
porém inferior à mediana (8,3%). No que se refere ao IDP relativo ao crescimento da
FBKF, o governo Lula ocupa a 19ª posição. O IDP do governo Lula é de 55,9. Este IDP
é inferior ao IDP médio (56,5) e à mediana dos IDPs de todos os governos (58,5).
A taxa média de inflação no Brasil é de 37,4% no período 1890-2009, como
mostra a Tabela 5. A mediana é de 11,9%. No conjunto de 29 períodos presidenciais, o
9 A participação do Brasil na economia mundial (PIB) era de 2,81% em 2002 e 2,79% em 2009. No
governo FHC (1995-2002) a participação média é de 2,93% e no governo Lula (2003-09) é de 2,74%.
5
governo Lula tem a 21ª taxa mais elevada de inflação, ou seja, a 9ª mais baixa taxa de
inflação. Neste governo a inflação média é de 7,6%, que é menor do que a taxa média e
a mediana. No que se refere ao IDP, o governo Lula ocupa a 10ª posição. O IDP do
governo Lula é de 69,3. Este IDP é superior ao IDP médio e à mediana dos IDPs de
todos os governos.
A média do indicador de fragilidade financeira (relação entre a dívida interna
pública federal e o PIB) no Brasil é de 11,6% no período 1890-2009, como mostra a
Tabela 6. A mediana é de 10,1%. No conjunto de 29 governos, o governo Lula tem a
taxa mais elevada. Neste governo a relação média entre a dívida interna pública federal
e o PIB é de 42,3%. No que se refere ao IDP, o governo Lula ocupa a última posição.
Ou seja, trata-se do pior desempenho quanto ao estoque da dívida interna pública
federal no período republicano.10
A média do indicador de vulnerabilidade externa (relação entre a dívida externa
registrada e a exportação de bens) no Brasil é de 216,3% no período 1890-2009, como
mostra a Tabela 7. A mediana é de 226,1%. No conjunto de 29 governos, o governo
Lula tem o 6ª menor indicador. Neste governo a relação média entre a dívida externa
registrada e a exportação de bens é de 138,2%, que é inferior à média e à mediana. No
que se refere ao IDP, o governo Lula ocupa a 6ª posição. Portanto, o governo Lula tem
desempenho favorável no que se refere ao controle da inflação.
O indicador-síntese de desempenho econômico é o IDP. O IDP médio no
governo Lula é 47,8, ou seja, o 23º mais elevado no conjunto de 29 governos, como
mostra a Tabela 8. Portanto, no governo Lula a economia brasileira tem fraco
desempenho. O IDP médio é 58,6 e a mediana dos IDPs é de 61,1.11
2. Governo Lula em perspectiva histórica
A análise apresentada neste texto é conclusiva: a evidência mostra que o
desempenho da economia brasileira no governo Lula (2003-09) é fraco pelos padrões
históricos brasileiros e pelos padrões internacionais. No que se refere a esta última
conclusão, vale destacar que desde 1980 observa-se tendência de queda da participação
relativa do Brasil na economia mundial. No governo Lula a participação média é de
10 Na realidade, o governo Lula é responsável pela maior dívida pública interna federal da história do país
desde 1822. No final do Império em 1889 a relação entre a dívida pública interna federal e o PIB era da
ordem de 30% (auge de 31,1% em 1887). Ver, GONÇALVES e POMAR (2002), Tabela 28.
11 Vale repetir que a média e a mediana referem-se aos IDPs anuais do período 1889-2009.
6
2,74%. Esta participação está próxima daquela observada quase quarenta anos antes
(início dos anos 1970s).
De modo geral, os indicadores de desempenho econômico no governo Lula
(2003-09) são inferiores às médias e medianas para o conjunto do período em análise
(1889-2009), como mostra a Tabela 9. Há, entretanto, algumas exceções: (i) a taxa de
investimento no governo Lula é superior à média do país ainda que seja inferior à
mediana; (ii) a taxa de inflação no governo Lula é inferior tanto à média quanto à
mediana; e, (iii) o indicador de vulnerabilidade externa também é inferior tanto à média
quanto à mediana na história econômica republicana.
Vale destacar, ainda, que no governo Lula as médias observadas para o
crescimento econômico, hiato de crescimento, investimento estão abaixo da mediana.
No que se refere à fragilidade financeira, o governo Lula tem o pior desempenho.12
Assim, em quatro indicadores o governo Lula posiciona-se na metade inferior da
distribuição de desempenho segundo os governos. As exceções são os indicadores de
inflação e vulnerabilidade externa visto que o governo Lula ficou abaixo da média e da
mediana das taxas anuais.
Quanto à questão externa, não há dúvida que o governo Lula se beneficiou de
uma conjuntura extraordinariamente favorável no período de 2003 até meados de
2008.13 Portanto, parte expressiva do mérito quanto à redução dos indicadores de
vulnerabilidade externa conjuntural deriva da fase ascendente do ciclo internacional.
Não é por outra razão que, na fase descendente do ciclo internacional, a crise global de
2008-09 teve forte impacto negativo sobre a economia brasileira (por exemplo, queda
de 0,2% do PIB em 2009).14
12 Pode-se argumentar que a relação dívida pública interna federal/PIB não é o melhor indicador e deveria
ser substituído, por exemplo, pela relação dívida pública federal líquida/PIB. Neste caso haveria inclusão
da dívida externa e exclusão do valor das reservas internacionais no Banco Central. Entretanto, este
argumento é frágil quando o país tem regime de metas de inflação com viés de ajuste do balanço de
pagamentos (expenditure-reducing policies). Neste caso, quando ocorre crise cambial há não somente a
venda de reservas (que reduz a dívida pública interna federal) como também a elevação da taxa de juros
que, ceteris paribus, provoca aumento do déficit nominal e, portanto, elevação da dívida pública federal.
O resultado é que as reservas internacionais não garantem a redução da dívida pública federal líquida no
contexto de crise cambial, metas de inflação e viés de política de ajuste externo. Ou seja, reservas
internacionais elevadas não reduzem, necessariamente, a fragilidade financeira do Estado.
13 Neste período a renda mundial cresceu à taxa média real anual de 4,2% e o comércio mundial (valor
corrente das exportações de bens e serviços) cresceu à taxa média anual de 7,2%. A taxa secular (1889-
2009) de crescimento real da economia mundial é 3,2%.
14 FILGUEIRAS e GONÇALVES (2007, cap. 1) argumentam que, apesar de haver redução da
vulnerabilidade externa conjuntural, houve elevação da vulnerabilidade externa estrutural da economia
brasileira durante o governo Lula. Ademais, a vulnerabilidade externa comparada (Brasil em relação aos
7
Naturalmente, a análise do IDP converge para os resultados acima. Não resta
dúvida que o governo Lula tem um fraco desempenho em perspectiva histórica. O IDP
médio do governo Lula é de 47,8, ou seja, abaixo do que seria o ponto-crítico (50,0) e
abaixo da média (58,6) e da mediana (61,1) dos IDPs para os 29 governos, como mostra
a Tabela 10. No conjunto de 29 governos desde a proclamação da República, em ordem
decrescente de desempenho, o governo Lula situa-se na 23ª posição. Ou seja, o governo
Lula ocupa a 7ª pior posição.
No grupo dos presidentes com os piores resultados encontram-se, em geral,
governos que foram marcados por situações político-econômicas particularmente
restritivas no front interno (e.g., Floriano Peixoto – revoltas armadas) ou conjunturas
internacionais muito desfavoráveis (e.g., Venceslau Brás – I Grande Guerra).
Entretanto, há casos (por exemplo, governos FHC e Lula) em que as condições internas
e externas não foram particularmente restritivas. Ou seja, o desempenho é explicado, em
grande medida, pela combinação de erros de estratégia, equívocos de políticas e
desacertos de gestão.
3. Governo Lula versus governo FHC
Nesta seção comparam-se os desempenhos dos governos FHC e Lula. O IDPSíntese
do governo FHC é 39,2 enquanto o do governo Lula é 47,8, como mostra a
Tabela 11. O governo FHC ocupa a 28ª posição e o governo Lula a 23ª posição em um
conjunto de 29 governos. Vale notar que o governo FHC é o segundo pior da história
republicana (só perde para o governo Collor). No conjunto de 6 indicadores o governo
Lula tem melhor desempenho que o governo FHC em 5 indicadores. A exceção fica
com a fragilidade financeira.15 No entanto, em ambos os governos a economia brasileira
retrocede em termos de sua participação na economia mundial. O fato é que os governos
Lula e FHC têm fraco desempenho em perspectiva histórica.
outros países e ao passado recente) não parece ter se reduzido. Ademais, como discutido em
Kaltenbrunner e Painceira (2009), nos últimos anos houve expansão de novas formas de vulnerabilidade
externa da economia brasileira como o crescimento do estoque de investimento externo no mercado de
capitais, a elevação do passivo externo líquido do sistema financeiro brasileiro e a crescente presença de
não-residentes no mercado de derivativos.
15 A relação média entre a dívida pública interna federal e o PIB é de 41,9% em 2001-02 e de 42,5% em
2008-09.
8
Não resta dúvida que na comparação entre o desempenho dos governos Lula e
FHC há que destacar a influência da conjuntura internacional.16 Durante o governo FHC
a economia mundial cresceu à taxa média anual de 3,4% e as exportações mundiais de
bens e serviços à taxa de 6,6%. No governo Lula (2003-09) as taxas correspondentes
foram de 3,6% e 4,3%, respectivamente. Considerando o período 2003-08, a economia
mundial cresceu à taxa média anual de 4,2% e as exportações mundiais de bens e
serviços à taxa de 7,2% no período 2003-08.17 Em uma perspectiva de longo prazo a
conjuntura econômica internacional tem estado relativamente favorável nas últimas 2
décadas.18 Entretanto, o fato é que a economia brasileira tem elevada vulnerabilidade
externa estrutural nas esferas comercial, produtiva, tecnológica e monetário-financeira
(GONÇALVES, 2005, CAP. 6).
No conjunto de seis indicadores há dois que expressam diretamente a situação
econômica internacional (hiato de crescimento e vulnerabilidade externa). O hiato de
crescimento é o diferencial entre a taxa de crescimento do PIB brasileiro deduzida da
taxa de crescimento da economia mundial; enquanto a vulnerabilidade externa é a
relação percentual entre a dívida externa e as exportações de bens. A primeira depende
das condições de liquidez e crédito internacional e a segunda da variação da renda
mundial. A exclusão destes dois indicadores implica mudanças importantes no IDPmédio
(denominado de IDP-4), como apresenta o Gráfico 3. O IDP-4 do governo FHC
aumenta de 39,2 (28ª posição) para 43,9 (27ª posição) enquanto o IDP-4 do governo
Lula cai de 47,8 (23ª posição) para 42,9 (28ª posição). Este gráfico mostra que o
governo Lula perde posições no ranking quando se excluem os indicadores que
expressam mais diretamente a conjuntura internacional. Neste caso, o governo Lula tem
16 Defensores do governo Lula reconhecem a importância da conjuntura internacional mas tentam
destacar os méritos próprios deste governo; ver Mercadante (2006), p. 27. Naturalmente, a conjuntura
internacional influencia o desempenho econômico do país; porém, conforme discutido em GONÇALVES
(2003, cap. 2), a experiência histórica mostra que o contexto internacional não é determinante do
desempenho econômico comparativo segundo o mandato presidencial. As estratégias e políticas
governamentais de inserção internacional e de ajuste frente à conjuntura internacional são determinantes.
17 Entretanto, houve grande volatilidade dos fluxos financeiros internacionais durante o governo FHC e a
ocorrência da crise global no segundo semestre de 2008, durante o governo Lula.
18 A economia mundial entra em fase ascendente no final de 1992. Esta fase dura até o final de 2000. A
fase descendente é interrompida já no final de 1992. De 1993 a meados de 2008 a economia mundial
experimenta outra fase ascendente – conhecida, nos Estados Unidos, como a da Nova Economia. Esta
fase é interrompida no final de 2008 com a crise global. Os fatores desestabilizadores de natureza
financeira somente tornam-se determinantes no contexto da crise global de 2008. As crise financeiras e
cambiais da virada do século XX para o século XXI afetaram, principalmente, os países em
desenvolvimento (entre os quais o Brasil) marcados por forte vulnerabilidade financeira externa.
9
desempenho inferior ao governo FHC. Com este indicador o governo Lula só tem
desempenho superior ao do governo Collor (pior desempenho da história republicana).
Gráfico 3
IDP-médio, exclusive hiato de crescimento e vulnerabilidade externa (IDP-4)
43,942,9
0,0
10,0
20,0
30,0
40,0
50,0
60,0
70,0
80,0
90,0
Garrastazu Médici
Eurico Dutra
Epitácio Pessoa
Nilo Peçanha
Juscelino Kubitschek
Rodrigues Alves
Costa e Silva
Café Filho
Getúlio Vargas II
Washington Luís
Afonso Pena
Hermes da Fonseca
Getúlio Vargas I
Campos Sales
Ernesto Geisel
Deodoro da Fonseca
Jânio Quadros
Artur Bernardes
Castello Branco
João Goulart
Prudente de Morais
Itamar Franco
João Figueiredo
José Sarney
Venceslau Brás
Floriano Peixoto
Fernando Henrique
Lula
Fernando Collor
Fonte: Elaboração do autor.
Nota: O IDP-médio é a média dos IDPs para 4 variáveis: variação da renda real (variação real anual do
Produto Interno Bruto – PIB); investimento (variação real anual da formação bruta de capital fixo –
FBKF); inflação (deflator implícito do PIB); e, fragilidade financeira (relação percentual entre a dívida
pública interna federal e o PIB).
Em defesa do governo Lula pode-se argumentar que parte expressiva do seu
fraco desempenho decorre da “herança negativa” do governo FHC derivada,
principalmente, do desequilíbrio das finanças públicas. Portanto, cabe excluir do cálculo
do IDP-médio (denominado IDP-5) o indicador de fragilidade financeira (relação
percentual entre a dívida pública interna federal e o PIB). Neste caso, o IDP-5 do
governo Lula é de 57,0 (15ª posição), que é a própria mediana e maior do que a média
dos IDPs (56,0); enquanto o IDP-5 do governo FHC é 41,7 (25ª posição). Portanto, há
diferença marcante de desempenho econômico entre estes 2 governos quando se exclui
a questão do desequilíbrio das finanças públicas. E, em conseqüência, o governo FHC
continua com fraco desempenho enquanto o desempenho do governo Lula é mediano.
10
Gráfico 4
IDP-médio, exclusive fragilidade financeira (IDP-5)
41,7
57,0
0,0
10,0
20,0
30,0
40,0
50,0
60,0
70,0
80,0
Deodoro da Fonseca
Epitácio Pessoa
Nilo Peçanha
Café Fi lho
Juscelino Kubitschek
Campos Sales
Hermes da Fonseca
Lula
Artur Bernardes
Jânio Quadros
Castello Branco
Floriano Peixoto
Fernando Henrique
João Figueiredo
Fernando Collor
Fonte: Elaboração do autor.
Nota: O IDP-médio é a média dos IDPs para 5 variáveis: variação da renda real (variação real anual do
Produto Interno Bruto – PIB); hiato de crescimento (diferença relativa entre a variação real anual do PIB
brasileiro e a variação real anual do PIB mundial); investimento (variação real anual da formação bruta de
capital fixo – FBKF); inflação (deflator implícito do PIB); e, vulnerabilidade externa (relação percentual
entre a dívida externa e as exportações de bens).
A simulação para o período 2003-10 gera o IDP de 48,4 para o governo Lula,
que é um pouco maior do que o IDP de 47,8 para o período 2003-09, como mostra a
Tabela 12.19 Como resultado, o governo Lula supera o governo Itamar Franco (IDP =
19 Esta simulação supõe taxa de crescimento do PIB brasileiro de 5,52% em 2010, segundo estimativas
do Bacen (boletim Focus de 1º de abril de 2010) e taxa de crescimento do PIB mundial de 4,2%, segundo
estimativas do FMI. A estimativa da variação da FBKF em 2010 (4,7%) é a média da variação no período
2003-09. O dado de inflação para 2010 (5,18%) tem como fonte o boletim Focus do Banco Central do
Brasil de 1º de abril de 2010 (mediana das previsões para o IPCA). Desde 2003 a variação do deflator do
PIB tem sido superior à variação do IPCA; Por exemplo, em 2009 o deflator foi de 4,79% e a variação do
IPCA foi de 4,31%. As estimativas para os indicadores de fragilidade financeira (42,7%) e de
vulnerabilidade externa (115,2%) para 2010 são os dados de 2009. Os dados estão disponíveis em:
BACEN, http://www4.bcb.gov.br/pec/GCI/PORT/readout/R20100401.pdf.;
IPEA, http://www.ipeadata.gov.br/ipeaweb.dll/ipeadata;
e FMI, http://www.imf.org/external/pubs/ft/weo/2010/01/index.htm.
11
48,2) e passa da 23ª posição para a 22ª posição no ranking.20 Ou seja, o governo Lula
ocupa a 8ª pior posição no IDP final. A melhora marginal decorre, em grande medida,
da estimativa de crescimento econômico para 2010. Entretanto, o fato a destacar é que o
governo Lula tem IDP final inferior à média (58,6) e à mediana (61,1) para todos os
governos do período republicano.
4. Conclusões
Não resta dúvida que a “herança negativa” do governo FHC criou sérias
restrições, enquanto a “herança positiva” deste último afrouxou restrições para o
desempenho da economia brasileira. No âmbito da política, é natural que os aliados do
governo Lula ressaltem a “herança negativa” para valorizar o desempenho deste
governo. Por outro lado, os adversários tendem a destacar a “herança positiva” e a
continuidade do modelo e das políticas, bem como a conjuntura internacional, com o
intuito de minimizar o mérito específico do governo Lula. Entretanto, este tipo de
dualidade no debate político negligencia questões fundamentais como, por exemplo: Por
que a economia brasileira tem fraco desempenho tanto no governo FHC quanto no
governo Lula?
Naturalmente, a própria correlação de forças políticas, o peso dos setores
dominantes e os interesses eleitorais impedem a análise e a discussão que mais se
aproximam da realidade brasileira contemporânea. E esta realidade é uma só: fraco
desempenho econômico. As discussões limitam o debate em termos de “beltranos” e
“fulanas”. Porém, as soluções para os graves problemas do país exigem
questionamentos sobre estratégias retrógradas de desenvolvimento, políticas
econômicas e sociais que seguem a “linha de menor resistência”, a influência e os
interesses dos setores dominantes, e os erros recorrentes de gestão.
As conclusões da análise a respeito do primeiro mandato do governo Lula,
apresentadas em GONÇALVES e FILGUEIRAS (2007), podem se estendidas, com
modificações marginais, para o segundo mandato. No período de 8 anos o fraco
desempenho do governo Lula é explicado, precisamente, pela combinação de estratégias
retrógradas, políticas equivocadas, interesses dominantes e erros de gestão. Em todo o
período 2003-09 a economia brasileira tem desempenho que fica muito aquém da sua
experiência histórica. A análise aqui apresentada mostra que não é somente no primeiro
20 As simulações com dados para o período 2003-10 causam um número pequeno de alterações nos
índices (no primeiro decimal) e nenhuma mudança significativa de ordem.
12
mandato que o governo Lula tem fraco desempenho. As simulações para 2003-10 não
alteram este resultado.
A análise também mostra que quando se considera a “herança negativa” de
elevada fragilidade das contas públicas, verifica-se que o governo Lula tem desempenho
mediano pelos padrões históricos do país. Por outro lado, a conjuntura internacional
favorável influenciou significativamente o desempenho do governo Lula. De fato, ao se
excluir os indicadores que expressam diretamente esta conjuntura, o desempenho do
governo Lula só não é pior do que o do governo Collor. Portanto, a “herança negativa”
do governo FHC prejudicou o desempenho da economia brasileira no governo Lula
enquanto a conjuntura econômica internacional favoreceu este desempenho. A
evidência mostra que estas influências são importantes.
Como interpretação alternativa, aliados e membros do governo se defendem e
argumentam que, em algum momento no final do primeiro mandato, os “liberais” em
altos postos foram derrotados pelos “desenvolvimentistas” (BARBOSA e SOUZA,
2010). Assim, segundo esta interpretação, o governo Lula foi salvo pelos
“desenvolvimentistas” no seu segundo mandato. Ocorre que, ainda segundo esta
interpretação, o “impulso desenvolvimentista” é prejudicado pela crise global de
meados de 2008. Trata-se de choque externo que compromete seriamente o desempenho
econômico do país.
Assim, no primeiro mandato os “liberais” teriam impedido o aproveitamento das
oportunidades criadas pela conjuntura externa, enquanto que no segundo mandato a
reversão da fase ascendente do ciclo internacional e a crise global teriam prejudicado a
trajetória “desenvolvimentista”. A fragilidade analítica desta interpretação é evidente.
Só para ilustrar, ela parte do pressuposto que estratégias, políticas e gestão dependem do
acesso dos good guys aos “ouvidos do rei”. E a nomeação dos good guys
desenvolvimentistas depende dos seus méritos pessoais, dos canais de acesso ao “rei” e
da “roda da fortuna”. Ou seja, a economia política dos conflitos de interesses entre
grupos e classes sociais é desprezada em favor da “fulanização” e dos méritos e
deméritos de indivíduos que ocupam postos-chave na administração pública. Com esta
linha analítica nada se avança em termos de entendimento da realidade e da capacidade
de formulação de propostas. E, ao fim e ao cabo, o que resta é o fraco desempenho da
economia brasileira.
13
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14
Tabela 1
Crescimento econômico
(taxa de crescimento real do PIB)
PIB
Variação %
IDPPIB
1 Garrastazu Médici 11,9 Garrastazu Médici 95,8
2 Deodoro da Fonseca 10,1 Deodoro da Fonseca 87,3
3 Café Filho 8,8 Café Filho 78,6
4 Jânio Quadros 8,6 Jânio Quadros 77,3
5 Juscelino Kubitschek 8,1 Juscelino Kubitschek 74,2
6 Costa e Silva 7,8 Costa e Silva 72,3
7 Eurico Dutra 7,6 Eurico Dutra 71,0
8 Epitácio Pessoa 7,4 Epitácio Pessoa 69,6
9 Ernesto Geisel 6,7 Ernesto Geisel 64,9
10 Nilo Peçanha 6,4 Nilo Peçanha 63,5
11 Getúlio Vargas II 6,2 Getúlio Vargas II 61,5
12 Washington Luís 5,2 Washington Luís 56,0
13 Itamar Franco 5,0 Itamar Franco 53,9
14 Rodrigues Alves 4,7 Rodrigues Alves 51,9
15 Prudente de Morais 4,5 Getúlio Vargas I 50,1
16 José Sarney 4,4 José Sarney 50,0
17 Getúlio Vargas I 4,3 Castello Branco 48,5
18 Castello Branco 4,2 Artur Bernardes 46,1
19 Artur Bernardes 3,7 Prudente de Morais 45,1
20 João Goulart 3,6 João Goulart 44,8
21 Lula 3,5 Hermes da Fonseca 44,8
22 Hermes da Fonseca 3,5 Lula 44,6
23 Campos Sales 3,1 Campos Sales 39,0
24 Afonso Pena 2,5 João Figueiredo 38,7
25 João Figueiredo 2,4 Afonso Pena 38,6
26 Fernando Henrique 2,3 Fernando Henrique 36,5
27 Venceslau Brás 2,1 Venceslau Brás 35,5
28 Fernando Collor -1,3 Fernando Collor 15,5
29 Floriano Peixoto -7,5 Floriano Peixoto 12,1
Média 4,5 54,1
Mediana 4,6 50,1
Fonte: Elaboração do autor.
Notas: O IDP é um índice que varia de zero (pior desempenho) a 100 (melhor desempenho).
Para os indicadores a média (geométrica) e a mediana referem-se aos dados anuais (120 anos). Para o IDP
a média e a mediana referem-se aos 29 governos.
15
Tabela 2
Hiato de crescimento
(diferencial relativo entre as taxas reais de crescimento do PIB do Brasil e do
mundo, %)
Hiato de
crescimento %
IDP-Hiato
1 Deodoro da Fonseca 7,9 Deodoro da Fonseca 79,8
2 Epitácio Pessoa 6,4 Epitácio Pessoa 71,2
3 Eurico Dutra 6,2 Garrastazu Médici 70,7
4 Garrastazu Médici 6,2 Juscelino Kubitschek 61,0
5 Juscelino Kubitschek 4,3 Washington Luís 60,3
6 Washington Luís 4,1 Jânio Quadros 59,3
7 Jânio Quadros 4,0 Eurico Dutra 58,5
8 Costa e Silva 2,9 Costa e Silva 53,2
9 Ernesto Geisel 2,8 Ernesto Geisel 53,0
10 Café Filho 2,5 Café Filho 51,4
11 Nilo Peçanha 2,4 Nilo Peçanha 50,9
12 Hermes da Fonseca 2,3 Hermes da Fonseca 50,0
13 Itamar Franco 2,2 Itamar Franco 49,7
14 Getúlio Vargas I 1,5 Getúlio Vargas I 47,8
15 Getúlio Vargas II 1,4 Getúlio Vargas II 45,5
16 Prudente de Morais 0,9 Rodrigues Alves 42,5
17 Rodrigues Alves 0,8 Afonso Pena 40,8
18 Afonso Pena 0,5 José Sarney 40,8
19 José Sarney 0,5 Prudente de Morais 40,3
20 Campos Sales 0,0 Campos Sales 38,6
21 Lula -0,1 Lula 37,5
22 João Figueiredo -0,4 João Figueiredo 36,3
23 Venceslau Brás -0,6 Venceslau Brás 35,5
24 Artur Bernardes -0,9 Artur Bernardes 33,5
25 Fernando Henrique -1,1 Fernando Henrique 32,2
26 Castello Branco -1,3 Castello Branco 31,0
27 João Goulart -1,5 João Goulart 30,2
28 Fernando Collor -3,4 Fernando Collor 20,1
29 Floriano Peixoto -8,7 Floriano Peixoto 13,3
Média 1,3 46,0
Mediana 0,8 45,5
Fonte: Elaboração do autor.
Notas: O diferencial é relativo, ou seja, hiato = [(1 + taxa Brasil) / (1 + taxa mundo) -1]*100.
O IDP é um índice que varia de zero (pior desempenho) a 100 (melhor desempenho).
Para os indicadores a média (geométrica) e a mediana referem-se aos dados anuais (120 anos). Para o IDP
a média e a mediana referem-se aos 29 governos.
16
Tabela 3
Participação do PIB do Brasil no PIB mundial
(percentual, PIB em termos reais, ano de referência = 1980)
PIB Brasil /
PIB mundial
(%)
1 Deodoro da Fonseca 0,69
2 Floriano Peixoto 0,57
3 Prudente de Morais 0,58
4 Campos Sales 0,55
5 Rodrigues Alves 0,56
6 Afonso Pena 0,58
7 Nilo Peçanha 0,60
8 Hermes da Fonseca 0,63
9 Venceslau Brás 0,63
10 Epitácio Pessoa 0,78
11 Artur Bernardes 0,80
12 Washington Luís 0,90
13 Getúlio Vargas I 1,12
14 Eurico Dutra 1,52
15 Getúlio Vargas II 1,57
16 Café Filho 1,70
17 Juscelino Kubitschek 1,90
18 Jânio Quadros 2,18
19 João Goulart 2,16
20 Castello Branco 2,03
21 Costa e Silva 2,13
22 Garrastazu Médici 2,57
23 Ernesto Geisel 3,14
24 João Figueiredo 3,31
25 José Sarney 3,32
26 Fernando Collor 2,98
27 Itamar Franco 3,03
28 Fernando Henrique 2,93
29 Lula 2,74
Fonte: Elaboração do autor.
17
Tabela 4
Investimento
(variação percentual real da formação bruta de capital fixo)
FBKF, var.
%
IDPFBKF
1 Epitácio Pessoa 47,2 Rodrigues Alves 88,3
2 Rodrigues Alves 26,5 Epitácio Pessoa 83,5
3 Eurico Dutra 20,6 Eurico Dutra 75,4
4 Garrastazu Médici 14,7 Garrastazu Médici 70,4
5 Nilo Peçanha 12,2 Nilo Peçanha 67,5
6 Costa e Silva 11,9 Costa e Silva 66,7
7 João Goulart 11,5 João Goulart 65,6
8 Itamar Franco 10,2 Itamar Franco 63,8
9 Juscelino Kubitschek 9,6 Juscelino Kubitschek 63,0
10 Castello Branco 8,5 Castello Branco 61,7
11 Getúlio Vargas II 8,3 Getúlio Vargas II 61,6
12 Deodoro da Fonseca 8,2 Deodoro da Fonseca 61,4
13 Artur Bernardes 8,1 Artur Bernardes 61,0
14 Afonso Pena 6,7 Afonso Pena 59,1
15 Ernesto Geisel 6,6 Ernesto Geisel 58,5
16 José Sarney 4,8 Getúlio Vargas I 58,2
17 Lula 4,7 Hermes da Fonseca 58,0
18 Getúlio Vargas I 3,8 José Sarney 56,3
19 Fernando Henrique 1,0 Lula 55,9
20 Washington Luís -0,8 Washington Luís 51,0
21 Café Filho -3,0 Fernando Henrique 50,2
22 Campos Sales -3,3 Campos Sales 46,4
23 João Figueiredo -3,5 Prudente de Morais 46,4
24 Fernando Collor -7,5 João Figueiredo 44,0
25 Prudente de Morais -9,4 Café Filho 43,9
26 Hermes da Fonseca -9,4 Fernando Collor 37,4
27 Floriano Peixoto -10,7 Floriano Peixoto 32,7
28 Jânio Quadros -14,2 Jânio Quadros 27,3
29 Venceslau Brás -24,8 Venceslau Brás 21,0
Média 4,3 56,5
Mediana 8,3 58,5
Fonte: Elaboração do autor.
Notas: O IDP é um índice que varia de zero (pior desempenho) a 100 (melhor desempenho).
Para os indicadores a média (geométrica) e a mediana referem-se aos dados anuais (120 anos). Para o IDP
a média e a mediana referem-se aos 29 governos.
18
Tabela 5
Inflação
(deflator implícito do PIB, %)
Inflação
%
IDPInflação
1 Itamar Franco 2123,0 Campos Sales 100,0
2 Fernando Collor 1061,2 Afonso Pena 95,7
3 José Sarney 386,3 Washington Luís 90,5
4 João Figueiredo 109,1 Hermes da Fonseca 89,2
5 João Goulart 63,7 Nilo Peçanha 88,6
6 Castello Branco 60,8 Rodrigues Alves 78,6
7 Ernesto Geisel 38,6 Getúlio Vargas I 75,2
8 Jânio Quadros 34,6 Epitácio Pessoa 71,6
9 Costa e Silva 24,4 Floriano Peixoto 70,6
10 Juscelino Kubitschek 21,5 Lula 69,3
11 Garrastazu Médici 21,2 Prudente de Morais 69,2
12 Deodoro da Fonseca 17,4 Artur Bernardes 66,2
13 Fernando Henrique 17,1 Eurico Dutra 66,0
14 Getúlio Vargas II 17,0 Fernando Henrique 62,4
15 Floriano Peixoto 14,1 Café Filho 62,1
16 Venceslau Brás 12,7 Venceslau Brás 61,5
17 Café Filho 11,5 Deodoro da Fonseca 58,3
18 Prudente de Morais 10,9 Getúlio Vargas II 56,9
19 Eurico Dutra 9,3 Juscelino Kubitschek 53,4
20 Artur Bernardes 8,8 Garrastazu Médici 52,9
21 Lula 7,6 Costa e Silva 50,5
22 Getúlio Vargas I 6,5 Jânio Quadros 45,0
23 Epitácio Pessoa 4,6 Ernesto Geisel 43,4
24 Rodrigues Alves 4,2 Castello Branco 36,8
25 Nilo Peçanha 1,2 João Goulart 35,7
26 Afonso Pena -1,6 João Figueiredo 27,7
27 Washington Luís -2,0 José Sarney 10,8
28 Hermes da Fonseca -4,1 Fernando Collor 2,1
29 Campos Sales -10,3 Itamar Franco 0,0
Média 37,4 58,3
Mediana 11,9 62,1
Fonte: Elaboração do autor.
Notas: O IDP é um índice que varia de zero (pior desempenho) a 100 (melhor desempenho).
Neste caso o IDP opera no sentido inverso da variável-básica, ou seja, quanto mais elevada a variável,
menor o IDP.
Para os indicadores a média (geométrica) e a mediana referem-se aos dados anuais (120 anos). Para o IDP
a média e a mediana referem-se aos 29 governos.
19
Tabela 6
Fragilidade financeira
(relação percentual dívida pública interna federal / PIB)
Fragilidade
Financeira
%
IDPFragilidade
financeira
1 João Goulart 0,2 Jânio Quadros 100,0
2 Jânio Quadros 0,3 João Goulart 100,0
3 Castello Branco 0,3 Castello Branco 99,8
4 Juscelino Kubitschek 0,7 Juscelino Kubitschek 99,2
5 Café Filho 1,4 Café Filho 97,6
6 Costa e Silva 1,7 Costa e Silva 96,9
7 Getúlio Vargas II 2,5 Getúlio Vargas II 94,9
8 Garrastazu Médici 4,8 Garrastazu Médici 89,6
9 Eurico Dutra 5,0 Eurico Dutra 88,9
10 Fernando Collor 5,5 Fernando Collor 87,1
11 João Figueiredo 6,0 João Figueiredo 86,6
12 Ernesto Geisel 6,4 Ernesto Geisel 85,6
13 Itamar Franco 9,0 Itamar Franco 79,6
14 Getúlio Vargas I 9,2 Getúlio Vargas I 78,8
15 Washington Luís 9,9 Washington Luís 77,3
16 José Sarney 10,7 José Sarney 75,2
17 Artur Bernardes 11,2 Artur Bernardes 74,4
18 Epitácio Pessoa 11,6 Afonso Pena 73,3
19 Afonso Pena 11,6 Nilo Peçanha 73,2
20 Nilo Peçanha 11,7 Epitácio Pessoa 73,1
21 Hermes da Fonseca 12,4 Hermes da Fonseca 71,3
22 Campos Sales 13,0 Campos Sales 69,8
23 Venceslau Brás 13,2 Prudente de Morais 69,6
24 Prudente de Morais 13,2 Venceslau Brás 69,4
25 Rodrigues Alves 13,8 Rodrigues Alves 68,0
26 Floriano Peixoto 15,4 Floriano Peixoto 64,1
27 Deodoro da Fonseca 23,3 Deodoro da Fonseca 45,2
28 Fernando Henrique 29,3 Fernando Henrique 26,5
29 Lula 42,3 Lula 1,7
Média 11,6 76,4
Mediana 10,1 77,3
Fonte: Elaboração do autor.
Notas: O IDP é um índice que varia de zero (pior desempenho) a 100 (melhor desempenho).
Neste caso o IDP opera no sentido inverso da variável-básica, ou seja, quanto mais elevada a variável,
menor o IDP.
Para os indicadores a média (geométrica) e a mediana referem-se aos dados anuais (120 anos). Para o IDP
a média e a mediana referem-se aos 29 governos.
20
Tabela 7
Vulnerabilidade externa
(relação percentual dívida externa registrada / exportação de bens)
Vulnerabilidade
externa
%
IDPvulnerabilidade
externa
1 Eurico Dutra 53,0 Eurico Dutra 99,5
2 Getúlio Vargas II 56,1 Getúlio Vargas II 97,4
3 Café Filho 98,0 Café Filho 89,2
4 Floriano Peixoto 103,4 Floriano Peixoto 87,8
5 Deodoro da Fonseca 114,9 Deodoro da Fonseca 85,0
6 Lula 138,2 Lula 77,5
7 Prudente de Morais 144,9 Prudente de Morais 77,3
8 Campos Sales 152,0 Campos Sales 75,6
9 Rodrigues Alves 175,5 Rodrigues Alves 69,8
10 Epitácio Pessoa 183,2 Nilo Peçanha 66,0
11 Nilo Peçanha 190,6 Epitácio Pessoa 65,8
12 Costa e Silva 196,5 Costa e Silva 64,5
13 Afonso Pena 197,5 Afonso Pena 63,7
14 Artur Bernardes 208,8 Artur Bernardes 61,2
15 Juscelino Kubitschek 211,4 Juscelino Kubitschek 60,3
16 Garrastazu Médici 215,1 Garrastazu Médici 59,8
17 Castello Branco 219,7 Castello Branco 58,7
18 Jânio Quadros 224,1 Jânio Quadros 57,7
19 Hermes da Fonseca 228,9 Hermes da Fonseca 55,0
20 João Goulart 255,3 João Goulart 49,7
21 Ernesto Geisel 262,6 Ernesto Geisel 47,4
22 Venceslau Brás 271,6 Venceslau Brás 45,6
23 Itamar Franco 285,4 Itamar Franco 42,3
24 Washington Luís 295,0 Washington Luís 38,9
25 Fernando Collor 303,6 Fernando Collor 37,7
26 João Figueiredo 317,2 João Figueiredo 33,9
27 Getúlio Vargas I 327,4 Getúlio Vargas I 29,4
28 Fernando Henrique 342,3 Fernando Henrique 27,3
29 José Sarney 362,0 José Sarney 22,1
Média 216,3 60,2
Mediana 226,1 60,3
Fonte: Elaboração do autor.
Notas: O IDP é um índice que varia de zero (pior desempenho) a 100 (melhor desempenho).
Neste caso o IDP opera no sentido inverso da variável-básica, ou seja, quanto mais elevada a variável,
menor o IDP.
Para os indicadores a média (geométrica) e a mediana referem-se aos dados anuais (120 anos). Para o IDP
a média e a mediana referem-se aos 29 governos.
21
Tabela 8
Índice de Desempenho Presidencial
(média final)
IDP-Síntese
1 Eurico Dutra 76,5
2 Garrastazu Médici 73,2
3 Epitácio Pessoa 72,5
4 Café Filho 70,5
5 Getúlio Vargas II 69,6
6 Deodoro da Fonseca 69,5
7 Juscelino Kubitschek 68,5
8 Nilo Peçanha 68,3
9 Costa e Silva 67,4
10 Rodrigues Alves 66,5
11 Washington Luís 62,3
12 Afonso Pena 61,9
13 Campos Sales 61,6
14 Hermes da Fonseca 61,4
15 Jânio Quadros 61,1
16 Ernesto Geisel 58,8
17 Prudente de Morais 58,0
18 Artur Bernardes 57,0
19 Getúlio Vargas I 56,6
20 Castello Branco 56,1
21 João Goulart 54,4
22 Itamar Franco 48,2
23 Lula 47,8
24 Floriano Peixoto 46,8
25 Venceslau Brás 44,8
26 João Figueiredo 44,5
27 José Sarney 42,5
28 Fernando Henrique 39,2
29 Fernando Collor 33,3
Média 58,6
Mediana 61,1
Fonte: Elaboração do autor.
Notas: O IDP é um índice que varia de zero (pior desempenho) a 100 (melhor desempenho).
Para os indicadores a média (geométrica) e a mediana referem-se aos dados anuais (120 anos). Para o IDP
a média e a mediana referem-se aos 29 governos.
22
Tabela 9
Indicadores de desempenho: Brasil (1889-2009) e Governo Lula (2003-09)
Variável Brasil Governo Lula
Média Mediana Média Ordem
Crescimento econômico 4,5 4,6 3,5 21
Hiato de crescimento 1,3 0,8 -0,1 21
Investimento 4,3 8,3 4,7 17
Inflação 37,4 11,9 7,6 21
Fragilidade financeira 11,6 10,1 42,3 1
Vulnerabilidade externa 216,3 226,1 138,2 24
Fonte: Elaboração do autor.
Notas: A ordem é decrescente e a referência são os 29 governos.
Para as variáveis com “sinal positivo” (crescimento econômico, hiato e investimento) quanto mais a
ordem estiver próxima da unidade melhor é o desempenho. No caso das variáveis com “sinal negativo”
(inflação, fragilidade financeira e vulnerabilidade externa) quanto mais a ordem estiver próxima da
unidade pior é o desempenho.
Tabela 10
Índice de Desempenho Presidencial: Brasil (1889-2009) e Governo Lula (2003-09)
Variável Brasil Governo Lula
Média Mediana IDP Ordem
Crescimento econômico 54,1 50,1 44,6 22
Hiato de crescimento 46,0 45,5 37,5 21
Investimento 56,5 58,5 55,9 19
Inflação 58,3 62,1 69,3 10
Fragilidade financeira 76,4 77,3 1,7 29
Vulnerabilidade externa 60,2 60,3 77,5 6
Índice-final 58,6 61,1 47,8 23
Fonte: Elaboração do autor.
Notas: Para o IDP a média e a mediana referem-se aos 29 governos.
A ordem é decrescente e a referência são os 29 governos. Quanto mais próximo o IDP estiver da unidade
melhor é o desempenho.
Tabela 11
Governo Lula versus governo FHC: Desempenho comparativo
Indicador Indicador - taxa IDP - índice IDP - Posição
FHC Lula FHC Lula FHC Lula
Crescimento econômico 2,3 3,5 36,5 44,6 26 22
Hiato de crescimento -1,1 -0,1 32,2 37,5 25 21
Investimento 1,0 4,7 50,2 55,9 21 19
Inflação 17,1 7,6 62,4 69,3 14 10
Fragilidade financeira 29,3 42,3 26,5 1,7 28 29
Vulnerabilidade externa 342,3 138,2 27,3 77,5 28 6
IDP-Síntese - - 39,2 47,8 28 23
Fontes: Elaboração do autor.
FMI, World Economic Outlook, databases. Acesso: 20 março 2010.
Disponível: http://www.imf.org/external/pubs/ft/weo/2009/02/weodata/index.aspx.
Notas: Indicadores: média anual.
O IDP para todos os governos tem média e mediana de 58,6 e 61,1, respectivamente.
Governo Lula: período 2003-09.
23
Tabela 12
Governo Lula: 2003-09 e simulação para 2003-10
2003-09 2003-10
Indicador Ordem IDP Indicador Ordem IDP
Crescimento econômico 3,5 21 44,6 3,8 19 46,2
Hiato de crescimento -0,1 21 37,5 0,1 20 38,4
Investimento 4,7 17 55,9 4,7 17 55,9
Inflação 7,6 21 69,3 7,3 21 70,0
Fragilidade financeira 42,3 1 1,7 42,4 1 1,7
Vulnerabilidade externa 138,2 24 77,5 135,2 24 78,4
IDP-Síntese 23 47,8 22 48,4
Fonte: Elaboração do autor.
Notas: Indicadores são em percentagem.
Os dados para 2003-10 baseiam-se em estimativas para 2010.
A ordem é decrescente e a referência são os 29 governos. A ordem geral é a do IDP-síntese.
Fonte: http://www.ie.ufrj.br/hpp/intranet/pdfs/analise_comparativa_do_governo_lula_07_junho_2010.pdf
REPASSO COMO RECEBI.
Você não sabia? Então, leia e pasme!!!
Não acreditei!! Achei que fosse mais um e-mail só para falar mal das pessoas...
Fui ao "site da Petrobras" e está lá, com todas as letras... o link abaixo não entrou. Então procurei no próprio site da Petrobras, em Investidores, busca por Atas. E infelizmente o resultado é exatamente o que esta transcrito abaixo.
Infelizmente é verdade...
Ata no original:
http://www2.petrobras.com.br/ri /port/InformacoesAcionistas/pdf/ATA_AGO_ 08abr09_port.pdf (não acesse. Busque no site. Confere)
PETROBRAS
ATA DA ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA DA PETRÓLEO BRASILEIRO S..A. - PETROBRAS, REALIZADA EM 8 DE ABRIL DE 2009
(Lavrada sob a forma de sumário, conforme facultado pelo parágrafo primeiro do artigo 130 da Lei no 6.404, de 15 de dezembro de 1976).
DIA, HORA E LOCAL: Assembléia realizada às 15 horas do dia 8 de abril de 2009, na sede social, na cidade do Rio de Janeiro, RJ, na Avenida República do Chile, no 65.
..........
Item IV: Foram reeleitos como membros do Conselho de Administração da Companhia , na forma do voto da União, com mandato de 1 (um) ano, permitida a reeleição, a Senhora Dilma Vana Rousseff, brasileira, natural da cidade de Belo Horizonte (MG), divorciada, economista, com domicílio na Casa Civil da Presidência da República - Praça dos Três Poderes - Palácio do Planalto - 4º andar - salas 57 e 58, Brasília (DF), CEP: 70150-900, portadora da carteira de identidade nº 9017158222, expedida pela Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio Grande do Sul - SSP/RS, e do CIC/CPF nº 133267246-91 e os Senhores Guido Mantega, brasileiro, natural de Gênova, Itália, casado , economista, com domicílio no Ministério da Fazenda - Esplanada dos Ministérios - Bloco P - 5º andar - Brasília (DF), CEP: 70048-900,
Fui ao "site da Petrobras" e está lá, com todas as letras... o link abaixo não entrou. Então procurei no próprio site da Petrobras, em Investidores, busca por Atas. E infelizmente o resultado é exatamente o que esta transcrito abaixo.
Infelizmente é verdade...
Ata no original:
http://www2.petrobras.com.br/ri
PETROBRAS
ATA DA ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA DA PETRÓLEO BRASILEIRO S..A. - PETROBRAS, REALIZADA EM 8 DE ABRIL DE 2009
(Lavrada sob a forma de sumário, conforme facultado pelo parágrafo primeiro do artigo 130 da Lei no 6.404, de 15 de dezembro de 1976).
DIA, HORA E LOCAL: Assembléia realizada às 15 horas do dia 8 de abril de 2009, na sede social, na cidade do Rio de Janeiro, RJ, na Avenida República do Chile, no 65.
..........
Item IV: Foram reeleitos como membros do Conselho de Administração da Companhia , na forma do voto da União, com mandato de 1 (um) ano, permitida a reeleição, a Senhora Dilma Vana Rousseff, brasileira, natural da cidade de Belo Horizonte (MG), divorciada, economista, com domicílio na Casa Civil da Presidência da República - Praça dos Três Poderes - Palácio do Planalto - 4º andar - salas 57 e 58, Brasília (DF), CEP: 70150-900, portadora da carteira de identidade nº 9017158222, expedida pela Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio Grande do Sul - SSP/RS, e do CIC/CPF nº 133267246-91 e os Senhores Guido Mantega, brasileiro, natural de Gênova, Itália, casado , economista, com domicílio no Ministério da Fazenda - Esplanada dos Ministérios - Bloco P - 5º andar - Brasília (DF), CEP: 70048-900,
14 out (2 dias atrás)
Dalva
portador da carteira de identidade nº 4135647-0, expedida pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo - SSP/SP, e do CIC/CPF nº 676840768-68; Silas RondeauCavalcante Silva, brasileiro, natural da cidade de Barra da Corda (MA), casado , engenheiro, com domicílio na S..A.U.S. - quadra 3 [WINDOWS-1252?]– lote 2 - Bloco C [WINDOWS-1252?]– Ed. Business Point - salas 308/309, Brasília (DF), CEP: 70070-934, portador da carteira de identidade nº 2040478, expedida pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de Pernambuco - SSP/PE, e do CIC/CPF nº 044.004.963- 68; José Sergio Gabriellide Azevedo, brasileiro, natural da cidade de Salvador (BA), divorciado, e conomista, com domicílio na Av. República do Chile, 65, 23º andar - Rio de Janeiro (RJ), CEP: 20031-912, portador da carteira de identidade nº 00693342-42, expedida pela Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia - SSP/BA, e do CIC/CPF nº 042750395-72 042750395-72 042750395-72 042750395-72 042750395-72 042750395-72 042750395-72 042750395-72 ; Francisco Roberto de Albuquerque, brasileiro, natural da cidade de São Paulo, casado, General de Exército Reformado, com domicílio na Alameda Carolina nº 594, Itu (SP), CEP: 13306-410, portador da carteira de identidade nº 022954940-7, expedida pelo Ministério do Exército e do CIC/CPF nº 351786808-63;
cont.
cont.
14 out (2 dias atrás)
Dalva
e Luciano Galvão Coutinho, brasileiro, natural da cidade de Recife (PE), divorciado, economista, com domicílio na Av.. República do Chil e nº 100 , 19º andar, Rio de Janeiro (RJ), CEP 20031-917, portador da carteira de identidade nº 8925795, expedida pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo - SSP/SP, e do CIC/CPF nº 636831808-20.
............. .......
Item VII: Pelo voto da maioria dos acionistas presentes, em conformidade com o voto da representante da União, foi aprovada a fixação da remuneração global a ser paga aos administradores da Petrobras em R$8.266.600, 00 (oito milhões, duzentos e sessenta e seis mil e seiscentos reais), no período compreendido entre abril de 2009 e março de 2010, aí incluídos: honorários mensais, gratificação de férias, gratificação natalina (13º salário), participação nos lucros e resultados; passagens aéreas, previdência privada complementar, e auxílio moradia,nos termos do Decreto nº 3.255, de 19.11.1999, mantendo-se os honorários no mesmo valor nominal praticado no mês precedente à AGO de 2009, vedado expressamente o repasse aos respectivos honorários de quaisquer benefícios que, eventualmente, vierem a ser concedidos aos empregados da empresa, por ocasião da formalização do Acordo Coletivo de Trabalho [WINDOWS-1252?]– ACT na sua respectiva data-base de 2009;
cont.
............. .......
Item VII: Pelo voto da maioria dos acionistas presentes, em conformidade com o voto da representante da União, foi aprovada a fixação da remuneração global a ser paga aos administradores da Petrobras em R$8.266.600, 00 (oito milhões, duzentos e sessenta e seis mil e seiscentos reais), no período compreendido entre abril de 2009 e março de 2010, aí incluídos: honorários mensais, gratificação de férias, gratificação natalina (13º salário), participação nos lucros e resultados; passagens aéreas, previdência privada complementar, e auxílio moradia,nos termos do Decreto nº 3.255, de 19.11.1999, mantendo-se os honorários no mesmo valor nominal praticado no mês precedente à AGO de 2009, vedado expressamente o repasse aos respectivos honorários de quaisquer benefícios que, eventualmente, vierem a ser concedidos aos empregados da empresa, por ocasião da formalização do Acordo Coletivo de Trabalho [WINDOWS-1252?]– ACT na sua respectiva data-base de 2009;
cont.
14 out (2 dias atrás)
Dalva
São SEIS PESSOAS para dividirem mais de 8 MILHÕES no ano.
Dá mais de CEM MIL REAIS POR MÊS para cada um!
Se alguém achar que é boato... é só acessar o link abaixo:
http://www2. petrobras. com.br/ri/ port/Informacoes Acionistas/ pdf/ATA_AGO_ 08abr09_port. pdf
Ou entre diretamente no portal da Petrobrás. Vá até a página de informações aos acionistas. Procure o link para as atas das assembléias e depois selecione a do dia 08 de abril de 2009.
Agora uma pergunta: Em que condições é possível o acúmulo de cargos públicos?
Fonte: Comunidade Brizola Sempre - orkut
Dá mais de CEM MIL REAIS POR MÊS para cada um!
Se alguém achar que é boato... é só acessar o link abaixo:
http://www2. petrobras. com.br/ri/ port/Informacoes Acionistas/ pdf/ATA_AGO_ 08abr09_port. pdf
Ou entre diretamente no portal da Petrobrás. Vá até a página de informações aos acionistas. Procure o link para as atas das assembléias e depois selecione a do dia 08 de abril de 2009.
Agora uma pergunta: Em que condições é possível o acúmulo de cargos públicos?
Fonte: Comunidade Brizola Sempre - orkut
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Joelmir Beting merece o OSCAR!
O Viajante
texto de Joelmir Beting
Se beber não dirija. Nem governe.
Até aqui, em 40 meses de governo, o presidente Lula já cometeu 102 viagens
ao mundo. Ou mais de duas por mês, tal como semana sim, semana não. Sem
contar, ora pois, as até aqui, 283 viagens pelo Brasil...
Hoje, dia 15, ele completa 382 dias fora do país desde a posse. E pelo
Brasil, no mesmo período, 602 dias fora de Brasília.
Total da itinerância presidencial, caso único no mundo e na História: Exatos
984 dias fora do Palácio, em exatos 1.201 dias de presidência.
Equivale a 81,9% do seu mandato fora do seu gabinete. Esta é a defesa da
tese de que ele não sabia e nem sabe de nada do que acontece no Palácio do
Planalto.
Governar ou despachar, nem pensar.
A ordem é circular. A qualquer pretexto.
E sendo aqui deselegante, digo que o presidente não é (nem nunca foi)
chegado ao batente, ao despacho, ao expediente.
Jamais poderá mourejar no gabinete, dez horas por dia, um simpático
mandatário que tem na biografia o nunca ter se sentado à mesa nem para
estudar, que dirá para trabalhar.
SEM CONTAR AS DESPESAS:
FHC, EM 8 ANOS DE GOVERNO, GASTOU R$ 58 MILHÕES, CRITICADOS PELO PT.
LULA ATÉ AGORA, EM MENOS DE 7 ANOS, GASTOU R$ 584 MILHÕES! E SÓ AS
IDENTIFICADAS PELA IMPRENSA
E o povão ainda aplaude e vota!
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Rasgando dinheiro, mas, paradoxalmente pede doação de dinheiro para fins assistenciais
Contestador rasgando dinheiro, e ainda assim pede, via celular, para depositarmos qq. quantia na conta para o Dia das Crianças(deixo de citar a conta, vai que algum incauto deposite!)
k0
Quem em sã consciência colaborará com quem pede dinheiro a 3°s para depois, aleatoriamente, rasgá-lo. Derepente a doação, em dinheiro para ajudar quem precisa, foi feita aos trancos e barrancos e poderá ter outro destino que a ajuda a quem necessita, ou seja: ser rasgado e ainda postado no youtube essa insensatez! Invés de rasgar dinheiro, poderia postar no youtube a doação de dinheiro sendo repassada a quem precisa em forma de leite, pão, carne para os filhos! É minha sugestão
Rasgar Dinheiro é crime?
Diz o prof. Jeferson Botelho que" ...A meu sentir, a moeda pertence à União e o seu valor intrínseco ao particular, nos exatos termos dos artigos 98 e 99 do Novo Código Civil. Assim, se a própria pessoa rasga, suja, destrói, inutiliza, papel-moeda ou metálica, ainda que seja de sua propriedade estará configurado o crime de dano qualificado, previsto no artigo 163, Parágrafo Único, inciso III, do Código Penal Brasileiro.
Assim, quem rasga dinheiro, comete crime contra o patrimônio da União, pois logo estará destruindo coisa alheia móvel, devendo ser o comportamento doloso, dinheiro como sendo o bem material, o patrimônio o objeto jurídico. Trata-se de crime comum, material, de forma livre, comissivo, instantâneo, de dano, unissubjetivo, plurissubsistente.
Desta feita, esperamos ter contribuído de alguma forma para a promoção de uma discussão em torno do assunto, tão raro em nossa jurisprudência e pouco comentado na doutrina. Confesso não ter deparado ainda com nenhum comentário acerca do assunto."
Comentário de Henrique: Henrique disse:
http://www.youtube.com/watch?v=CkRrsHr20
Quem em sã consciência colaborará com quem pede dinheiro a 3°s para depois, aleatoriamente, rasgá-lo. Derepente a doação, em dinheiro para ajudar quem precisa, foi feita aos trancos e barrancos e poderá ter outro destino que a ajuda a quem necessita, ou seja: ser rasgado e ainda postado no youtube essa insensatez! Invés de rasgar dinheiro, poderia postar no youtube a doação de dinheiro sendo repassada a quem precisa em forma de leite, pão, carne para os filhos! É minha sugestão
Rasgar Dinheiro é crime?
Diz o prof. Jeferson Botelho que" ...A meu sentir, a moeda pertence à União e o seu valor intrínseco ao particular, nos exatos termos dos artigos 98 e 99 do Novo Código Civil. Assim, se a própria pessoa rasga, suja, destrói, inutiliza, papel-moeda ou metálica, ainda que seja de sua propriedade estará configurado o crime de dano qualificado, previsto no artigo 163, Parágrafo Único, inciso III, do Código Penal Brasileiro.
Assim, quem rasga dinheiro, comete crime contra o patrimônio da União, pois logo estará destruindo coisa alheia móvel, devendo ser o comportamento doloso, dinheiro como sendo o bem material, o patrimônio o objeto jurídico. Trata-se de crime comum, material, de forma livre, comissivo, instantâneo, de dano, unissubjetivo, plurissubsistente.
Desta feita, esperamos ter contribuído de alguma forma para a promoção de uma discussão em torno do assunto, tão raro em nossa jurisprudência e pouco comentado na doutrina. Confesso não ter deparado ainda com nenhum comentário acerca do assunto."
Comentário de Henrique: Henrique disse:
Professor, como o senhor bem anotou, também creio que a moeda pertença à União e seu valor intrínseco ao particular. Mas surge, aí, um problema. De fato, tratar-se-ia de crime de dano qualificado se o particular queimasse grande quantidade de papel-moeda. Porém, o valor de uma única nota, excluído seu valor intrínseco, é irrisório. A União gasta poucos centavos para imprimir uma única cédula de papel-moeda. Daí entendo, “permissa venia”, que o ato de rasgar uma única cédula de cem reais não pode configurar crime algum. O crime de dano não é crime de mera conduta e o bem jurídico tutelado, no caso, não foi afetado de modo a reclamar a intervenção do direito penal. A tipicidade, nesse caso, restaria afastada pelo princípio da insignificância. O senhor não acha?
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Bons sites. Ótimas promoções
Mas, cuidado com exageros. Beijos
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